Total de visualizações de página

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Protestos brasileiros sob a ótica cartesiana

Ao confrontar a antiga filosofia clássica e seu conhecimento estéril, René Descartes propõe o uso da razão pelo homem, afim de se chegar ao conhecimento verdadeiro, útil e prático para o funcionamento da sociedade. Em sua obra, O Discurso do Método, Descartes demonstra as barreiras da superficialidade do conhecimento, as quais devem ser superadas, como por exemplo, o senso comum, noções comumente aceitas pela sociedade sobre determinados assuntos, mas que nem sempre correspondem realmente de acordo com a verdade.
Já no Brasil, durante as últimas manifestações, em especial as dos dias 15 de março e 12 de abril de 2015, o senso comum dominou o pensamento e a ideologia da maioria dos manifestantes. Pedidos como: “impeachment”, “Fora Dilma”, “Fora PT”, “Intervenção militar”, dentre outros, foram feitos aos montes, porém, sem um fundamento racional e sem um estudo aprofundado para averiguar se realmente estas medidas solicitadas atenderiam ao bem maior do público ou se resolveriam de fato os problemas que mobilizaram a população brasileira.  O duvidar cartesiano seria de bom proveito para ultrapassar os limites do senso comum para analisar o funcionamento, ou não, destas opiniões generalizadas nos protestos, assim como para chegar ao conhecimento de uma interferência fatual para solucionar os problemas do país.


Gabriel Magalhães Lopes
1º ano de Direito Noturno
Introdução à Sociologia, aula 2

A Ciência Moderna e seus Reflexos nas Relações Sociais Contemporâneas

         A ciência moderna surgiu com o propósito de construir um conhecimento imparcial, baseado na razão (pensamento) e na experimentação além de ser livre de concepções sobrenaturais, filosóficas ,sentimentais e passionais.
        O primeiro filósofo a discutir a ciência moderna foi o francês René Descartes .Em seu Discurso do Método ,Descartes defende que a razão é o caminho que deve ser seguido para se chegar à verdade uma vez que esta supera os sentidos -que por vezes nos enganam- na busca pelo conhecimento. Para o filósofo francês o conhecimento é pretexto para mais conhecimento,formando um ciclo que nunca tem fim.Além disso afirma que a construção de conhecimento deve ser objetiva e ter uma finalidade útil ao homem.
       Tal método de se chegar a verdade foi efetivamente divulgado e adotado entre os séculos XVI e XVII , num contexto histórico de ascensão da burguesia e fez com que a sociedade transformasse vários aspectos do convívio humano. As relações de trabalho são um ótimo exemplo para explicar essas mudanças. Observa-se que as revoluções industriais racionalizaram e automatizaram a produção,tornando a relação patrão-empregado robótica , uma vez que ambos passaram a não ter um envolvimento efetivo entre si ,diferentemente da realidade da relação mestre-aprendiz, na qual o primeiro ensinava o ofício e se relacionava pessoalmente com o segundo,estabelecendo um contato humano direto com trocas de experiências e conhecimento pessoal
      Essa racionalização ganha cada vez mais espaço ao passar das gerações. Hoje na intitulada pós-modernidade vê-se claramente como esse meio de construção do conhecimento afeta as relações sociais. Isso porque tal conhecimento altamente racional se reflete nas relações atuais(como casamento e família)tornando-as líquidas, ou seja, mais do que frágeis,como bem observa Zygmunt Bauman em suas reflexões.

     Infere-se,pois,que o enaltecimento do uso da razão proposto por Descartes danifica a natureza do homem já que o desumaniza porque faz este perder  sua essência sentimental e emocional se transformando em um ser robótico,frio,calculista que toma todas suas decisões racionalmente,que perde suas paixões e se torna um alienado da razão excessiva.
                                      
                                                                              Bruna Krieck Farche
                                                                              1º ano Direito, Diurno
                                                              Introdução à sociologia, aula 2