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domingo, 9 de agosto de 2015

A teoria de Weber da ação social

            A sociologia compreensiva de Max Weber contribuiu consideravelmente com as análises da sociologia moderna que teve início no século XIX. Os acontecimentos na sociedade passam ser explicados de modo diferente do que Comte, Durkheim e Marx haviam constatado, o que permite o questionamento de diversas teorias e possibilita o desenvolvimento de novos estudos.
            O seu objeto de estudo era as ações sociais, já que ele considerava que a sociedade era formada por elas, tendo cada uma um sentido que a norteia, de modo que elas se relacionam entre si e formam uma  grande teia social que constitui a realidade. Mesmo quando se trata de entes coletivos, o que os move  são ações particulares, dotadas de um juízo de valor.  Percebe-se então que Weber parte de uma abordagem contrária a de Durkheim, quem acredita ser a sociedade que molda o comportamento individual.
            Max elabora quatro tipos ideais de ação social. É um recurso metodológico para comparar o que acontece de fato na realidade com o modelo idealizado que considera um fator principal como motor da ação. Pode esta ser com relação à fins, à valores, à um conjunto de tradições ou emoções. Dificilmente se encontrará um fato que encaixa em apenas um desses tipos, mas facilmente observa-se um tipo que se aproxima mais do sentido de uma ação concreta.
            A sua crítica ao materialismo de Marx tem origem no juízo de valor que acompanham as ações, uma vez que, para o socialista, é o modo de produção, que determina todo o comportamento e os ideais das instituições que possuem na sociedade e que são incorporados nos indivíduos. Weber, diferentemente, acredita que nem sempre o aspecto econômico é o que norteia os acontecimentos da sociedade, considerando os diferentes motivos listados dentro dos tipos ideais que influenciam as pessoas.

Diogo Heilbuth
Direito Noturno

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