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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A ciência é a verdade para todos que querem a verdade

Acostumados com as ideias difundidas pelos europeus e norte-americanos, nós “ocidentais” temos muitas certezas sobre culturas, religiões, sobre o certo e o errado. Ao vermos mulheres usando hijab pensamos no quanto estas estão sendo forçadas a fazerem algo que não gostariam de estar fazendo; ao ver o modo de vida e as tradições em sociedades indígenas pensamos “isto é um absurdo!”. 
Nas análises epistemológicas de Max Weber, o relativismo cultural é entendido como pontos de vista culturais diferentes que sempre serão cientificamente verdadeiros. Indo contra qualquer verdade absoluta, Weber defende a valoração de cada cultura em suas próprias peculiaridades, colocando que cada um é o único juiz daquilo que o diz respeito. 
O que parece verdadeiro, nem sempre o é. E o mesmo vale para todas as ações e ideias que nos parecem erradas. A influência norte-americana e europeia trouxe ao ocidente visões sobre, por exemplo, sociedade e religião que dificultam que nossa mente se abra ao distinto, ao que também é certo dentro de seu ponto de vista. Já perguntaram às mulheres muçulmanas como se sentem sobre o hijab? Alguém já questionou às tribos indígenas se estas acham absurdas as suas tradições? Aliás, alguém já se perguntou por quê tentar impor os valores ocidentais às tribos que habitavam aqui séculos antes? E, ainda sim, a visão ocidental insiste em querer impor seus métodos e sua cultura em cada canto por onde passa.
 
Julie Araujo
1º Direito Noturno 

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