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sábado, 18 de abril de 2015

Sobre Descartes e o Hedonismo no século XXI

Na contemporaneidade, assumir-se “Cartesiano’ revela uma perspectiva pejorativa de extrema realidade, caracterizando o homem moderno como ávido e calculista. Isso é explicado devido às interpretações do mundo construídas por René Descartes baseadas na razão, no conhecimento não valorativo, liberto de sentimentos e pré-noções, contrariando a filosofia antiga estéril que se baseava em revelações, magias ou paixões. 
Dessa forma, conforme discutido pelo filósofo Jürgen Habermas, em suas obras, devido a utilização da Ciência para chegar à verdade, e não mais do conhecimento filosófico, religioso, ou mágico do universo, o homem contemporâneo sente a falta de um discurso norteador da humanidade, uma vez que, a finalidade de uma crença religiosa, por exemplo, é conduzir o homem a um estado de consciência ou paraíso, enquanto a ciência e a razão desconhecem seus destinos. 
Isso acontece pois, para Descartes, a compreensão sistemática das coisas é infinita, visto que, sempre se pode duvidar do mundo, fragmentá-lo, melhor conhece-lo e alcançar a razão última. Por conseguinte, a ciência fica cada vez mais abstrata e o homem contemporâneo depara-se com um grande vazio interno e o preenche com os pretextos capitalistas do consumo, da aparência, e da busca incansável pela acumulação de riquezas.


Heloísa Leonel Silva
1º ano- Direito Diurno
Aula 02

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