Total de visualizações de página

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ídolo da modernidade: o método de Francis Bacon

Predominante por dezessete séculos, o saber aristotélico viu-se, progressivamente, substituído por uma nova ciência da natureza. A revolução científica do século XVII teve Francis Bacon como um de seus maiores expoentes. Nascido em Londres, foi educado para a vida política e desempenhou, durante décadas, cargos públicos de grande notoriedade. 
Bacon buscou, por meio do projeto Instauratio Magna, restaurar o domínio do homem sobre a natureza. Para o intelectual, o verdadeiro filósofo deveria permitir o progresso do conhecimento por meio de resultados práticos – pensamento defendido em sua obra mais famosa, o Novum Organum. O método indutivo compreende seis partes: classificação das ciências existentes, apresentação dos princípios de um novo método para conduzir a busca da verdade, coleta de dados empíricos, exemplos de aplicação do método, demonstração do avanço permitido pelo novo mecanismo e, por um fim, um resultado organizado do novo entendimento. 
A divisão do conhecimento, pioneirismo de Francis Bacon, teve sua importância reconhecida por Diderot na primeira edição de sua enciclopédia (Encyclopédie). O método permitiu que os enciclopedistas, enfim, pudessem cobrir, organizadamente, todos os ramos do conhecimento. O inglês também discute em sua obra, contrariando Aristóteles, sobre as falácias lógicas do raciocínio humano: o saber só poderia ser alcançado quando o homem fosse capaz de livrar-se dos "Ídolos" – hábitos que conduzem ao erro como, por exemplo, o uso da ambiguidade das palavras. 
Apesar de contemporâneos, Bacon e Descartes propunham formas distintas de construção do conhecimento. Enquanto este apostava em uma desconstrução matemática através da dúvida, aquele apoiava-se em experimentos que produziam dados suficientes para que, por meio do raciocínio indutivo, fosse possível chegar a leis universais. O desenvolvimento da ciência provou que os dois caminhos se complementam, uma vez que, apesar de propor à existência humana modos de observação, o pensador londrino reconhece a legitimidade da priori
Romper com o aristotelismo levou Francis Bacon a inúmeras possibilidades. O uso organizado e sistemático da observação influenciou uma nova geração de cientistas como Hooke e Immanuel Kant, do inspirado "Crítica da Razão Pura", elevando-o ao patamar de ídolo da modernidade.

Alexsander Alves,
Ingressante do Direito Noturno (XXXII, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais)

ERRAR É HUMANO, MUDAR É PRECISO
Francis Bacon, um dos expoentes da filosofia moderna, é crítico contundente dos pensadores clássicos. Em sua visão, estes são meros retóricos que não acumularam obras em favor do bem-estar da humanidade.
Ele inova ao apresentar um novo método indutivo, que se traduz no trabalho conjunto de razão e experiência. Com base nas relações explícitas e implícitas observáveis no cotidiano do ser humano, trilha-se um novo caminho rumo à verdade da natureza.
“Saber é poder”. Esta afirmação de Bacon propõe a construção do conhecimento acerca da realidade como possibilidade de transformação da mesma em favor do proveito humano. O processo de cooperação de razão e sentidos é bem sucedido quando o homem elimina suas falsas percepções do mundo, chamadas de “ídolos”. Para isso é preciso identificá-las, diz mais o filósofo.
Um dos mais incômodos ídolos da classificação baconiana é o ídolo de foro ou da feira, aquele no qual a linguagem é utilizada num discurso distorcido, que prejudica as relações sociais. Quanto a isso, pode-se citar a cultura de massa propagada nos meios de comunicação. Ao ser consumidor desses canais, não é exigida reflexão sobre informação transmitida, mas é bem comum incentivo de preconceitos e  comodismo frente aos constantes problemas sociais. As manchetes de jornais e seus respectivos textos a respeito das eleições do ano passado e das posteriores manifestações que prosseguiram em 2015 são claro exemplo dessa tendenciosidade midiática.


João Victor Ruiz/1º Ano – Direito Noturno/Aula 3

A Ciência Em Si

Bacon nasce em uma época de grandes transformações no mundo, quando os pensamentos da Renascença são substituídos por uma abordagem científica do conhecimento. O filósofo acreditava que a sabedoria deve provir de experiências, buscando sempre a clareza científica e deixando de lado a fantasia da mente. Em seu mais famoso livro, Novum Organum, faz uma confrontação com essa fantasia, dizendo que tudo aquilo que não se pode ver e sentir não serve para busca pela verdade. Assim, estabelece que a percepção é a porta para uma avaliação fiel da realidade.
Lembrando que o homem está sempre em busca de novos saberes, podemos apontar que o método de Bacon é aplicável a qualquer tempo e pode ser usado por qualquer pessoa. Apesar de o senso comum colocar o fazer científico como uma atividade exclusivamente teórica e restritiva a aqueles que usam a razão em primeiro plano. Bacon refuta isso, acreditando que devemos questionar e testar tudo aquilo que nos traz dúvida e incertezas. Igualmente, Gilberto Gil por meio de sua poesia mostra que as percepções do ser humano são quem guiam a razão para a descoberta de novas leis. Como nos mostra em sua música: 
A Ciência Em Si

Se toda coincidência
Tende a que se entenda
E toda lenda
Quer chegar aqui
A ciência não se aprende
A ciência apreende
A ciência em si

Se toda estrela cadente
Cai pra fazer sentido
E todo mito
Quer ter carne aqui
A ciência não se ensina
A ciência insemina
A ciência em si

Se o que se pode ver, ouvir, pegar, medir, pesar
Do avião a jato ao jaboti
Desperta o que ainda não, não se pôde pensar
Do sono do eterno ao eterno devir
Como a órbita da terra abraça o vácuo devagar
Para alcançar o que já estava aqui
Se a crença quer se materializar
Tanto quanto a experiência quer se abstrair
A ciência não avança
A ciência alcança
A ciência em si


A poesia nos mostra que a ciência ergue-se sobre si mesma, é necessário portanto, um sensível observador da realidade para compreender o mundo em que vivemos.

Gabriela Gandelman Torina
1º ano de Direito Noturno
Aula 3


A observação como fator do Direito Alternativo

             Curioso o modo pragmático dos quais os filósofos estudados se apoiam, considerando a razão. Assim como o primeiro pensador estudado, Descartes, para Bacon a verdade efetiva é também aquela aplicada no âmbito da sociedade, do homem ou da natureza, sem servir como mero exercício da mente. Bacon, o teórico que fundamentará o texto, se opõe ao método aristotélico de tratar a ciência como indagação mais do que experiência, ao afirmar “mostrando-se (Aristóteles) sempre mais solícito em formular respostas e em apresentar algo positivo nas palavras do que a verdade íntima das coisas”.
                Para Bacon, que valoriza a razão empírica, a filosofia tradicional vigente em sua época não servia para o domínio do real, era vaidade dos gregos e direcionava para o senso comum, já que “pouco serviria ao bem-estar do homem”. Em seu método há o estabelecimento dos graus de certeza através da observação dos fatos, rejeição dos sentidos e distanciamento do labor da mente que, guiado meramente pela razão, se ausenta da materialidade da vida e atinge a dialética.
                Conhecendo o Direito, observa-se que este é tradicionalmente moldado em normas técnicas, que não se altera com os aspectos volúveis do tempo, das ordens e da moral. A fim de suprir essa lacuna que causa a constância, surge na modernidade o Direito Alternativo, um movimento político/jurídico que propõe uma ruptura com o modelo jurídico liberal burguês que se conserva. Ele busca novos paradigmas para a ciência normativa, já que pela observação da sociedade sente a necessidade de uma visão mais social e inclusiva no parâmetro jurídico.
                Interpretando o mundo a partir da experiência, o Direito Alternativo busca se expandir transformando a ciência das leis tradicional em verdade funcional, que sirva ao bem –estar do homem, conforme o método. Do mesmo modo que a razão, o direito é factual e deve ser analisado como algo vulnerável ao tempo e às ordens sociais, porque “A verdade não deve, porém, ser buscada na boa fortuna de uma época, que é inconstante, mas à luz da natureza e da experiência, que é eterna”, BACON, Francis.


Karla Gabriella dos Santos Santana - 1º ano de Direito Diurno
Introdução à Sociologia - aula 3
FRANCIS BACON: EXPERIMENTO COMO BASE DO CONHECIMENTO


Conhecido como pioneiro da filosofia empirista, Francis Bacon irá revolucionar a forma de obtenção de conhecimento de sua época, para tanto, estabelece uma crítica a filosofia grega que aplica a ciência como o exercício da mente, porém sem nenhuma aplicação prática na conduta humana, tal como no trecho: “ (...) sua sabedoria é farta em palavras, mas estéril em obras”. Além disso, Bacon acreditava que para Aristóteles a experiência era escrava da razão, ou seja, as conclusões eram previamente estabelecidas sem a consulta da natureza e do mundo empírico para sua resolução, sendo assim, as afirmações eram feitas de maneira arbitrária. Portanto, a filosofia tradicional não traz uma verdadeira mudança social.
Assim, Bacon acreditava na mudança do método para se obter o conhecimento, no qual a experiência deve guiar a razão, e não ao contrário. Dessa forma, a descoberta científica é guiada pela experimentação. Em contrapartida, tal concepção de busca pelo conhecimento se mostraria inválida para o racionalista Descartes, uma vez que este acreditava que as imperfeições dos sentidos traem a razão resultando em conclusões errôneas. Porém, para Bacon, a antecipação da mente através de analogias de eventos comuns são uma forma de obtenção do senso comum que nem sempre trazem validade cientifica.

Com intuito de explicar os pré-conceitos estabelecidos pela razão, Bacon irá utilizar da ideia de ídolos que são falsas percepções que temos sobre o mundo bloqueando a mente humana de se obter o conhecimento. Quatro ídolos irão representar tais percepções. O ídolo da tribo que é uma característica inerente a condição humana representando a distorção da realidade provocada pela própria mente humana. O ídolo da caverna que representa as influências externas sobre o indivíduo, pode ser exemplificado por suas leituras e educação que irão moldar seu modo de pensar. O ídolo do foro que se refere a influência das associações no pensamento do indivíduo. Por fim, o ídolo do teatro que está vinculado as representações teatrais as quais os indivíduos estão submetidos, como postulados filosóficos.

Beatriz Palma, Direito Diurno.

O Cortiço de Bacon

O método do pai da ciência moderna perdura durante os séculos. O Empirismo e a Metodologia Científica foram criados pelo inglês Francis Bacon, em meados do século XVII, fazendo oposição ao “Labor da Mente” Aristotélico até então vigente. A indução e experiência por observação ganharam tamanha dimensão que a escola literária Naturalista (marcada pela obra “O Cortiço” de Aluísio Azevedo), sofreu grandes influências desses, mesmo após dois séculos da teorização de Bacon. Portanto, considerar “O Cortiço” uma aplicação eficaz da teoria baconiana.
O Naturalismo surgiu na segunda metade do século XIX, rompendo com os laços fantasiosos e alienados do Romantismo, juntamente com o Realismo, inaugurado no Brasil com a obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Sua fundamentação consiste em analisar comportamentos coletivos e a influência do meio nestes, sendo seus autores defensores das linhas de pensamento deterministas e evolucionistas. O autor em questão, Aluísio Azevedo na composição de sua obra morou três meses em um cortiço para analisar a rotina do ambiente, sendo assim, seus personagens aproximam-se quase em totalidade da verossimilhança (além de contar com a neutralidade do mesmo neste cosmo, imprescindível à aplicação eficaz do método científico). Ou seja, os dados coletados pela observação e explorados por seus sentidos foram processados pela razão e apena assim puderam compor uma obra efetivamente realística, o que comprova a funcionalidade do empirismo de Francis Bacon.
Outro ponto de análise é a personagem Pombinha. Em “O Cortiço”, Pombinha é uma exceção ao meio degradante, sendo uma das únicas personagens alfabetizadas e de educação regrada aos moldes católicos. Porém, sua conivência com Leoni, uma prostituta de luxo, consistiu em uma fortíssima influência externa, o que desencadeou uma brusca mudança de comportamento, levando a chamada “flor do cortiço” a exercer a mesma atividade de prostituição. Aplicando este exemplo á tese de Bacon, a persuasão que relações sociais ou convivências podem exercer sobre o indivíduo configuram os chamados Ídolos do Foro, os quais são capazes de distorcer a realidade em si, o que seria, contemporaneamente, uma ideologia.
É por sua dinamização que a teoria de Bacon sustenta a si própria dentre o tempo. A avaliação da realidade e sua teoria de regulação da mente por mecanismos de experiência guiam o indivíduo para a racionalidade. Ou seja, a observação do meio de um cortiço e sua interpretação (a experiência sensível em si) não trouxe ao autor deduções apenas pelo pensamento ou sentidos, e sim dados relacionados ao real, como aponta Francis Bacon.


Giulia Dalla Dea Vatiero
Direito Matutino - 1º ano

              Novum Organum ao senso comum atual

Bacon, em sua obra "Novum Organum", diz existir duas vias para investigação e para a descoberta da verdade, as quais ele chama de "Antecipação da Mente" e "Interpretação da Natureza". A primeira é uma forte critica a corrente de pensamento rígido e pouco aberto às nuances da natureza, pois trata-se de um conhecimento já visto antes e impregnado pelo senso comum. Enquanto na segunda, Bacon, descreve como sendo uma via na qual os axiomas que são captados pelo sentido humano ascendem continua e gradualmente até alcançar os princípios realmente verdadeiros.    
É nesse contexto que Bacon diz que a antecipação, como fundamento para o consenso, só pode ser curada levando os homens de encontro aos fatos e suas séries, a fim de que esses se sintam obrigados a renunciar às suas noções e se habituem ao trato direto das coisas. Por isso que ele defende em sua obra que o método para afastar e repelir os ídolos que bloqueiam a mente humana é através da formação de noções e axiomas pelo método indutivo, pois aqueles axiomas criados a partir da dialética são conhecimentos já existentes e que portanto tratam de generalizações abstratas e inúteis.
Contextualizando com a contemporaneidade podemos notar que existe forte culto a um molde educacional do tipo "antecipação da mente" o qual os alunos gozam de pouca liberdade, além de serem minados com conhecimentos que servem de base ao senso comum. Exatamente nessa parte que mora o perigo do modelo adotado, pois tais alunos não desenvolvem senso critico e passam a reproduzir os mesmos erros e preconceitos de seus antepassados, como diz Bacon "O intelecto humano, quando assente em uma convicção (ou por já bem aceita e acreditada ou porque o agrada), tudo arrasta para seu apoio e acordo. E ainda que em maior número, não observa a força das instâncias contrárias, despreza-as, ou, recorrendo a distinções, põe-nas de parte e rejeita, não sem grande e pernicioso prejuízo". 

Matheus Vital Freire dos Santos - 1º ano - Direito Noturno


Paradoxo do quadrado perdido

     Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, discute sobre a interpretação da natureza feita pelo homem, "ministro e intérprete" dela. Ao teorizar sobre a ciência e seus resultados obtidos, Bacon aponta erros que decorrem de viciosos procedimentos usados dos métodos então vigentes. Assim, ele se preocupa com a análise de ídolos e falsas noções que bloqueiam a mente humana ao acesso da verdade. 
     De acordo com um dos gêneros, ídolos da tribo, a interpretação da natureza está fundada na concepção de que os sentidos do homem são as medidas das coisas e que, portanto, ela acaba se vinculando a distorções provocadas pela mente humana. Há ainda a interferência dos sentimentos, emoções ou até mesmo da incompetência dos sentidos. Sobre esse aspecto, pode se fazer referência ao paradoxo do quadrado perdido, ou paradoxo de Curry.
     Tal paradoxo consiste em um enigma matemático resultado de uma ilusão de óptica, em que dois triângulos são vistos e formados pelas mesmas peças. Porém, ao serem rearranjadas, um triângulo aparenta ter um pequeno quadrado a menos que o outro.


     Um exemplo, portanto, de Bacon ao dizer que os sentidos, por si mesmos, enganam.


Marina Diniz 1. ano diurno

Os ídolos ainda influenciam a sociedade

Francis Bacon foi um importante filósofo inglês do século XVI, nasceu em 1561 na cidade de Londres e é considerado um dos fundadores da ciência moderna. Em sua obra Novum Organum criticava a filosofia grega, afirmando que esta possuia muitos diálogos e argumentações quase que exclusivamente sobre um plano ideal, com induções e no qual a experiência era escrava da razão. Com isso, não tinham aplicações práticas a realidade e não melhoravam a vida da sociedade. Portanto, nessa obra o autor defende a importância de um método empírico o qual tem na experiência sua base do conhecimento juntamente com o uso da razão.
O pensador propunha a não entrega ao senso comum, as deduções fundadas apenas pelo cotidiano, pelos costumes e não através da experimentação e da razão. Afirmava que a mente não podia guiar-se por si própria e quando tais falsas percepções eram feitas, Bacon as chamava de Ídolos. Com isso, para o absorvimento e construção do conhecimento pautado na realidade era necessária a superação da idolatria.
Bacon divide os ídolos, falsas percepções de mundo, em ídolos da tribo, do foro, da caverna e do teatro. O primeiro se refere à mente humana que através de suas percepções e paixões defendem o que lhe agrada, não estando realmente correto, o segundo é a influencia familiar e social a qual o homem esta inserido, o terceiro é a influencia da educação e da classe social do homem e o quarto vinculam-se as representações teatralizadas e impregnadas de equívocos e superstições como a religião e a astrologia. Esses ídolos interferem na construção do conhecimento, portanto é necessária a superação destes.

O texto do filósofo é atual, pois tais ídolos, como Bacon se referia, ainda atuam e influenciam a sociedade moderna dos dias de hoje na tomada de decisões e na vida em geral. Desta maneira, para o autor era necessário, através do seu método da experimentação regulada pela razão, a libertação do homem de tais ídolos para assim o conhecimento ser pleno e haver a dominação da natureza e da vida pelo homem.

Despertar da (in)consciência

O grito negro abafado
O sangue da mulher derrubado
Toda sexualidade reprimida
É culpa sua, e dos seus ídolos
Seu desprezo, a sua cólera
O tom vociferante do seu pastor
Falam da bíblia, de Deus
Fingem que falam do amor
Sua visão é ofuscada
Sua percepção distorcida
Repete tudo que te dizem
Como a multidão na torcida
Os ídolos que te cegam
Te alienam da realidade
Podem ser parte intrínseca sua
Mas amarram toda a sociedade
Sejam da tribo, da caverna
São como cabresto em olhos despidos
Do teatro, do foro
Todos ideais falidos
Deixe que fiquem para trás
Enxergue além da neblina
Entenda que quem precisa de paz
É toda forma de minoria
Escute de fato a voz da razão
Lute pelos que realmente carecem
Enfrente quem só faz opressão
Dê a mão aos que padecem.

Gabriella Di Piero
1º ano de Direito - diurno

Introdução à Sociologia, Aula 3

Bacon na atualidade

    Filósofo, escritor e político inglês, Bacon procurou classificar as ciências e explicar seu próprio método de classificar a natureza. Assim como Maquiavel, foi quando se afastou da política e se recolheu em suas terras que produziu a sua obra mais famosa: "Instauratio Magna Scientiarum”.
    Para o autor, a noção de ciência na época não significava necessariamente inovação, uma vez que ele acreditava que o conhecimento alcançado se devia muito mais às tentativas e à sorte que à própria ciência. Além disso, via a ciência como o acúmulo de descobertas passadas. Também procurou descrever os ídolos (fatores responsáveis pelos erros cometidos na ciência), classificando-os em quatro grupos: os ídolos da raça; os ídolos da caverna; os ídolos da vida pública; os ídolos da autoridade.
   Bacon também afirma que quando uma pessoa se dispuser a dar uma opinião acerca de um assunto, não se deve fazer de maneira superficial ou leviana,  mas com amplo conhecimento do tema. Muito temos de aprender com Bacon ao notarmos as opiniões extremamente superficiais e baseadas apenas no senso comum emitidas nas redes sociais. Além dessas serem, muitas vezes, caracterizadas como discurso de ódio.
   No que parece uma crítica à retórica, que busca à vitória sobre os adversários por meio de argumentos, Bacon preza pelo conhecimento da verdade e na vitória sobre a natureza como forma de alcançar o conhecimento. Do mesmo modo, os políticos brasileiros se utilizam da retórica para defender seu pontos de vista em relação aos políticos adversários e para ganhar maior apoio. Porém, muitas vezes, pouco fazem de concreto para o benefício da sociedade.

Sofia de Almeida Antunes
1° Ano Direito - Noturno



Caroline Setti
1º ano - Direito Noturno

domingo, 26 de abril de 2015

Bacon a favor da vida jurídica

Francis Bacon foi um grande filósofo inglês que viveu entre os séculos XVI e XVII, além de ser um ensaísta e um político. Ele foi precursor da filosofia moderna e um empirista, tendo como uma de suas mais famosas obras o "Novum Organum".

Ele enfatiza neste texto a importância da experiência para a interpretação do mundo. Para ele, o método indutivo, base do pensamento dos antigos filósofos gregos, não tem aplicação prática. O único jeito de chegar ao verdadeiro conhecimento científico é por meio de experimentos seguidos, buscando sempre um resultado constante. O conhecimento sem uma finalidade não tem relevância alguma para os homens, já que "o conhecimento deve deve ser obtido para gerar o controle sobre a natureza" e "saber é poder", de acordo com o próprio Bacon.

Esse texto se relaciona ao direito porque existem sempre alterações nos códigos de leis de acordo com "experimentos" de certas leis com a população. Ou seja, esse texto se encaixa perfeitamente na realidade jurídica brasileira por se basear na experiência para atingir o melhor resultado possível. Bacon, ao meu ver, é uma grande base nesse quesito, pois as leis tem que ser ajustadas de acordo com a necessidade das pessoas.

Caio Mendes Guimarães
Direito noturno

A Natureza em Nosso Favor

Ao avaliarmos a relação natureza e  homem, observa-se que a natureza supera e muito toda a complexidade do intelecto humano, visto que, o homem ainda que se favoreça e muito desta relação, reconhece ou pelo menos deveria de que não a pode vencer. Evidentemente que os benefícios alcançados nesta relação não pode-se dizer que são trocas equivalentes, ao passo que, a natureza sempre fica com algum tipo de prejuízo, e ao crer o homem de que este efeito não se reverte contra ele mesmo comete um grande engano.
É uma linha fina que separa os engenhos humanos do limite da natureza em ajudar o homem, por diversas vezes tentou homem testar a resistência desta linha e quando rompida esta linha as mais diversas tragédias podem ocorrer algumas delas de reação imediata outras ocorrem lentamente, porém  deixam sequelas irreparáveis. 
Francis Bacon já afirmava em sua obra NOVO ORGANUM (1620) de que a natureza não se vence, se não a obedecemos, no entanto podemos claramente faze-la nossa aliada, respeitando-a e deixando ao que cabe a ela fazer e nós a contemplarmos, e a nós fazermos todas as antecipações necessárias para nos precavermos contra qualquer manifestação de sua vontade.


Lemuel Dias
1° Ano Direito - Noturno
Aula 3

Filosofia grega tão inútil assim?

 Francis Bacon , importante filósofo inglês , defende em sua obra ``Novum Organum´´ que a filosofia grega é pouco útil aos humanos , visto que os diálogos são longos e cheios de argumentações , porém são pouco produtivos no sentido de melhorar a vida dos homens. Tal afirmação se encontra no seguinte trecho de seu texto :  de toda essa filosofia dos gregos e todas as ciências particulares dela derivadas, durante o espaço de tantos anos, não há um único experimento de que se possa dizer que tenha contribuído para aliviar e melhorar a condição humana.
 Todavia , essa visão de Bacon é tão válida assim? Leucipo e Demócrito a mais de dois milênios pensaram na ideia do átomo. Ideia essa que para Bacon ,  mesmo sendo verdadeira , não ajudaria em nada na melhoria da situação do homem . Porém ,atualmente, esse início de teoria se tornou algo tão importante para o destino da humanidade , não só positivamente mas também pelo lado mais maléfico de suas utilidades.Desde a produção de energia até a utilização em armamentos de destruição em massa , a ideia de átomo dos filósofos gregos está muito presente.
  Mesmo o inglês sendo um dos principais filósofos da corrente dos empiristas, algumas de suas ideias podem ser facilmente contestadas atualmente. É óbvio que ele não tinha como saber do desenvolvimento da ciência subatômica , mas isso não nega que suas ideias são , em certas partes , precipitadas.
 Eric Okino
 Direito Noturno

Sobre Bacon e Livros

        Em "Novum Organum", publicado em 1620, Francis Bacon discorre sobre a importância do método empírico, fundado por ele, no avanço da ciência e no crescimento interior do homem. O pensador inglês postula que, antes de qualquer outra linha de pensamento para a avaliação do mundo, a experimentação é essencial para o conhecimento das coisas e da busca pela verdade. Isso pois, segundo o autor, a importância do acúmulo de conhecimento baseado na razão existe, porém esta possui limitações para provar sua própria veracidade, problema que acredita ser resolvido somente com a observação de experiências vividas.
        Para Bacon, a teoria nem sempre se prova real na forma prática, e para ele, este é o ponto em que a fé no método racional se torna perigosa. Seu posicionamento é claro: o estudo das ciências tem como finalidade a obtenção de algum tipo de melhoria na condição humana. Assim, o inglês faz uma crítica contundente aos gregos e aos seguidores de sua filosofia, apontando que de nada contribuíram para tal fim, uma vez que seus pensamentos residiram quase exclusivamente no plano ideal, sem aplicações práticas viáveis garantidas.
        O método empírico proposto por Francis Bacon em sua obra não é somente atual, como permanente, no que diz respeito ao homem. Uma das características humanas mais notáveis é a capacidade de memorização das experiências vividas, habilidade não conferida aos outros animais. Tanto no plano físico quanto no mental, é nítida a influência dos processos pelos quais as pessoas passam na constituição do seu caráter e na forma como interpretam situações posteriores. Uma analogia simples do plano físico seria uma criança aprender que não convém colocar o dedo na tomada depois de levar um choque na primeira tentativa. Ao olhar a tomada, ativa-se a lembrança da dor do choque, a qual permite um julgamento mais preciso sobre repetir ou não a atitude. Assim também se dão as situações de cunho meramente pessoal ou emocional, ligadas ao entendimento das atitudes de outras pessoas e seus efeitos. O ser humano está a todo tempo tentando entender a si próprio enquanto estuda os outros ao se redor e a interação destes com o mundo, esperando a repetição de circunstâncias que lhe façam sentido com base naquilo que tem como verdade vivida.
        Dessa forma, metaforizando, o ser humano pode ser visto como um livro, enquanto seus ensaios constituem os capítulos das histórias que compõem a obra da vida de cada indivíduo. O livro pode, por vezes, possuir finais semelhantes, porém seus entremeios tem cada qual sua singularidade, que conferem a complexidade inerente a natureza humana.


Nicole Vasconcelos Costa Oliveira
Direito diurno, 1º ano
Introdução à sociologia, aula 3

A aplicação do método de Francis Bacon.

A contribuição de Francis Bacon para o mundo científico é inquestionável. Conhecido como o fundador da ciência moderna, Bacon foi pioneiro no empirismo inglês, âmbito que tem na experiência o caminho para se chegar ao conhecimento, fato que coloca a ciência como representação do mundo.
Em sua principal obra, “Novum Organum”, o filósofo expõe a necessidade que a ciência vigente em sua época tinha de passar por uma restauração, visto que, segundo a crítica do autor à filosofia tradicional, o conhecimento não deveria ser apenas um exercício da mente, pautada por deduções infundadas, sendo ela ocupada pelos “usos do convívio cotidiano” e por “doutrinas viciosas”. Tais distorções da mente levam o ser humano a um mundo de fantasia, distante da sabedoria e da luz do conhecimento.
Através de aparelhos chamados de “ídolos”, Bacon retrata as falsas percepções de mundo, destacando fatores arraigados na mente humana que não permitem o pleno uso da razão e não deixa que a mente se guie por si própria, sendo necessário a superação da idolatria para absorver o real conhecimento. A partir disso, é possível estabelecer um paralelo com a teoria iluminista de Kant, a qual diz que o iluminismo é a saída do homem do estado de menoridade, a qual traduz-se como a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de terceiros.
Portanto, conclui-se que o método apresentado por Bacon em sua obra é condizente com a realidade atual, sendo a crítica exposta pelo filósofo totalmente adequada à sociedade contemporânea. Além disso, vê-se a necessidade que a ciência possui de estar em constate estado de inovação para que seu objetivo seja alcançado.

Luís Felipe Oliveira Haddad
1º ano – Direito noturno
Introdução à sociologia, aula 3.

Francis Bacon entre quatro paredes

Francis Bacon é um filósofo inglês nascido no ano de 1561 que, portanto, viveu às luzes do renascimento e da Idade Moderna, (período de diferenciação dos costumes e tradições medievais) e ocupou, ao mesmo tempo, o papel de agente ativo e passivo das correntes filosóficas que se delineavam na época.
A obra de Bacon, “Instauration Magna Scientiarum” mais especificamente, o capítulo ll – Novum Organum Scientiarum, traz como grande contribuição uma metodologia racional sobre o estudo da ciência, que tem como particularidade - e isto é um dos fatores que a diferencia da de Descartes - a proposta da experimentação como ponto chave para se chegar à razão.
Desta obra depreende-se que o que não pode ser visto na experiência (conhecimento empírico), não serve para a ciência, assim então, o pensamento carece da explicação daquilo que pode ser interpretado.
Apesar desse filósofo pertencer ao século XVl, os preceitos de sua corrente filosófica são possíveis de serem encontrados, por exemplo, numa das formas de atuação do Direito na sociedade atual;
Em 1977/06/28, no Brasil, foi promulgada a emenda constitucional nº9, mais comumente conhecida como lei do divórcio. O objetivo desta norma era o de extinguir os vínculos advindos do casamento entre aqueles que desejavam se separar, proporcionando assim, proteção jurídica a um possível novo relacionamento. Vale salientar que, antes dessa norma, era permitido somente o “desquite”, ou seja, a partilha de bens e o fim da convivência matrimonial sem, no entanto, desatrelar-se juridicamente.
Este fato pode e deve ser relacionado à teoria de Francis Bacon justamente por que a criação desta norma advém de uma demanda da sociedade de regulamentar legalmente a necessidade de separação jurídica de fato, entre aqueles que já se encontravam separados de corpo; Portanto, a experiência empírica da própria sociedade, levou a uma mudança teórica dentro do Direito.

Ana Paula De Mari Pereira                     Direito – Matutino    Turma XXXll


  

Bacon e a fundação da ciência moderna


 Em sua concepção de conhecimento com a finalidade social e prática de transformação da condição humana, Francis Bacon, o iniciador do Empirismo como corrente filosófica, inaugura um novo ideal de Ciência e domínio da natureza. Ao pregar a interpretação do mundo por intermédio da experiência, bem como a observação e tradução da realidade como fundamentais à concepção de razão, Bacon sistematiza os elementos fundamentais à explicação da natureza íntima das coisas em seu aspecto de experiência material, do que existe e pode ser observado.

 A Ciência abandona sua forma meramente contemplativa e tem instaurada sua importância na transformação e construção de algo relevante à sociedade, o que dimensiona uma nova ideia de Modernidade: utilizada como instrumento para os propósitos civilizatórios da burguesia vigente, bem como para a compreensão do processo produtivo da época. Liberta o homem da situação de dependente da natureza e o coloca na posição de dominador, o que pode ser considerado a matriz do Capitalismo como hoje é conhecido.

 Ao criticar a ciência como mero exercício da mente (guiada por si mesma), assim como constatações alcançadas somente pelo raciocínio ou suposições, sem o devido amparo da realidade, Bacon estabelece falsas percepções do mundo, denominadas por ele de "Ídolos". Apenas com a superação de tais percepções equívocas e com a regulamentação da mente por mecanismos da experiência, a ciência como descoberta e interpretação do mundo é possível. 

 A atualidade de Bacon está na descoberta científica como compreensão da natureza. A busca de novo conhecimento por meio da exploração e experimentação ilimitada, o que posteriormente influência o Materialismo Dialético de Marx: a razão firmada no mundo real, compreender o mundo para propor sua transformação. A ciência baconiana leva em conta a verdade íntima das coisas e, por não pretender encaixar o mundo em suas ideias, se faz transformadora ao descobrir e interpretar o mundo como ele o é.

Alice Rocha - 1° ano Direito - Noturno

Francis bacon e o senso comum

 De acordo com Francis Bacon, as antecipações são mais facilmente aceitas pelo senso comum visto que elas são baseadas em poucos eventos familiares, diferentemente das interpretações que são elaboradas através de muitos fatos, dispersos e distanciados. Portanto, para o senso comum uma interpretação racional soa como algo muito irreal.
  Transpondo a teoria de Bacon para os dias atuais, fica fácil de entender por que a opinião predominante, no Brasil, sobre temas polêmicos muitas vezes não passa do senso comum. Como é o caso da redução da maioridade penal, por exemplo, em que mais de 90 por cento da população é a favor, mesmo com estudos mostrando que os jovens são responsáveis por apenas 0,9 % dos crimes no país além de outros motivos contra a redução. No entanto, o caminho do pensamento comum é menos elaborado, ou seja, ao invés de analisar todos os fatores, leva em conta apenas os fatos com maior destaque. Um exemplo, é a notoriedade que os casos de crimes violentos cometidos por menores ganham na mídia e são usados pelo senso comum como base para construção de um pensamento.
  Não é apenas com a redução da maioridade penal em que esse método de pensamento comum é utilizado, mas também em vários outros tópicos como aborto, casamento gay e entre outros.
 
Luís André, 1º ano direito noturno

Ídolos Contemporâneos

     Tomando como base os escritos de Francis Bacon, é possível notarmos no dia-a-dia de um homem comum da atualidade a presença dos quatro tipos de ídolos descritos pelo autor. Quantas vezes não somos afetados por nossas paixões? É possível observarmos isso em um torcedor de futebol, que muitas vezes após uma derrota de seu time acaba por cometer atos de extrema violência, cego pelo seu amor ao time acaba por tomar ações de alta intolerância ou violência. Para Bacon isso seria classificado como os ídolos da tribo a percepção do mundo é alterada de acordo com as paixões do indivíduo.
      No caso dos ídolos do foro é possível observá-lo na prática quando olhamos para a forma como as relações sociais influenciam na forma que entendemos a nossa realidade. As pessoas com as quais nos ligamos e compartilhamos pensamentos trazem para nossa vida outros olhares e formas de perceber a realidade, muitas vezes no entanto, acabamos por nos deixar influenciar, por essas relações de forma cega, como quando um jovem se interessa por uma moça e passa a tomar certas atitudes apenas para impressioná-la, mesmo que essas atitudes contradigam suas convicções.
      A mente humana muitas vezes procura refúgio em idéias que se baseiam estritamente na crença de um indivíduo no sobrenatural. É o caso da astrologia por exemplo, embora não haja nenhum embasamento científico para comprovar sua funcionalidade muitas pessoas tomam esse conhecimento como verdadeiro pelo simples uso da fé. Bacon toma essa forma de perceber a realidade como os ídolos do teatro.
      Por fim, temos os ídolos da caverna, são representados por relações mais individuais que o homem tem para com sua formação e o mundo à sua volta, se imaginarmos a vida de uma pessoa e como ela passa por diferentes experiências e contatos com o mundo das idéias é possível entendermos o motivo desses ídolos serem os mais variados possíveis, devido à complexidade da teia de experiências de vida que uma pessoa pode ter.
        Francis Bacon discursou sobre os ídolos de seu tempo, porém como podemos ver estes ídolos perpassam gerações e mantêm-se presentes até os dias atuais. Não seria então tolice dizer que os textos de Bacon são extremamente atuais, embora tenha sido escrito em outra época e sociedade.

Iago de Oliveira Taboada
Introdução à Sociologia
Aula 3

O Bacon está na mídia

Francis Bacon ao escrever sua obra “Novum Organum” construía ali uma nova linhagem à respeito da ciência moderna e sua tão procurada busca pela eficiência. O método baconiano é pautado na experiência como fonte do conhecimento capaz de operacionalizar a vida humana e, assim, ser concreto e não superficial de acordo apenas com a observação dos fatos.
Diante disso, o inglês critica as filosofias escolásticas e atenua na ineficiência do pensamento aristotélico ao defender que o conhecimento não atinge a natureza em toda sua plenitude apenas baseado no pensamento silogístico. Ademais, em sua obra, relata que o conhecimento humano é interferido por falsas visões do mundo o que ele chama de “ídolos”, estes são classificados em ídolos da tribo, da caverna, do foro e do teatro. O primeiro remete-se pela própria mente humana, em absorver e defender o que agrada e assim muitas vezes gera a generalização, o segundo faz-se presente pela educação familiar e social que o homem está inserido, o terceiro introduz-se graças à força da palavra que ganha o espírito humano, já o último imigra no espírito humano em forma de doutrinas. São, principalmente mediante a elas que Bacon indaga o seu método de distanciar, ao máximo, os sentidos, as conveniências e os interesses do homem para edificar o conhecimento factível.
O pensamento de Bacon situado no século XVII está engajado na contemporaneidade apenas refletindo no que o filósofo chamou de “ídolos da caverna”. A atualidade compõe-se, paulatinamente, pela rede midiática que hora após hora estampa em celulares, televisores, jornais, revistas e afins informações que cercam o homem. Porém, como se pode obter a certeza desses conhecimentos, suas fontes e o conteúdo sendo que esse sistema midiático sempre pertence a outrem que possui seus próprios interesses e verdades? “Pois o homem se inclina a ter por verdade o que prefere”. (Francis Bacon, “Novum Organum”).

Portanto, a importância da reflexão para que se possa aspirar o conhecimento de forma vasta e segura é necessária, mediante a tantas possibilidades de ciências e verdades que se obtêm na atualidade. Além disso, enfrentar barreiras como os dogmas, e preceitos pré estabelecidos que compõem de alguma forma a sociedade, é essencial para uma melhor visão de mundo e conhecimento segundo o método descrito.

Ana Caroline Gomes da Silva, 1º ano Direito noturno