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domingo, 24 de março de 2013

Infinita mutação





No filme “O Ponto de Mutação”, a personagem Sonia afirma que, por ser física, sente-se parcialmente culpada pela bomba atômica lançada em Hiroshima. Jack, por sua vez, contesta Sonia, pois acredita que nem ela, nem outros físicos são responsáveis por tais atrocidades. De acordo com ele, os cientistas devem descobrir as coisas, mas depende do resto da humanidade decidir o que fazer com tal conhecimento.

O homem contemporâneo possui uma capacidade de criação e descoberta que era inimaginável por seus ancestrais. Contudo, com essa dádiva, surge também outra habilidade – mais ameaçadora e mais letal –: a de destruição.

Uma das frases mais marcantes mencionadas no filme foi originalmente citada por William Blake: “Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.” O infinito é demasiadamente vago e amplo para a percepção humana, seja o homem cartesiano e seguidor de Descartes, seja o homem empirista e seguidor de Bacon.

Espera-se que nossa sociedade esteja em um “ponto de mutação”. Espera-se que a humanidade crie uma consciência e deixe de transformar conhecimento em armas. Espera-se que cesse o histórico de escolhas equivocadas. As possibilidades são infinitas. Mas sempre temos uma escolha. E podemos fazer nossas escolhas, mas, no final, são nossas escolhas que fazem de nós quem somos.


Ana Clara Tristão - 1º ano Direito diurno

O Monte dos Conflitos Atemporais

O filme "O Ponto de Mutação" de Bernt Capra, baseado na obra de Fritjof Capra, propõe uma discussão mais profunda sobre os problemas contemporâneos. De 1989, as discussões se encaixam, ainda, perfeitamente em 2013. Passando-se dentro do  Monte Saint-Michel, fortificação francesa do século XIII, pode-se identificar um conflito passado versus presente, explícito na discussão das personagens, onde existem críticas à visão cartesiana, à posição baconiana e mesmo à física newtoniana.
Na Inglaterra do tempo de caça as bruxas, Francis Bacon apoiou a morte das ditas "bruxas", porém soube-se tempo depois que a bruxaria não passava de medicina caseira, consagrada por muitos povos e propulsora de técnicas da medicina moderna. Ainda nessa linha, a patriarquia é colocada como causa de danos históricos, o homem não domina somente sua família, sua cidade ou seu Estado, mas passa a dominar a Terra, e assim danificá-la.
Faz-se claro também a crítica a perversão da ciência. O saber como poder. Santos Dumont criou o avião para o bem da humanidade, e ao ver sua criação usada para a guerra, tanto a Primeira Mundial, quanto a da Revolução de 32, suicidou-se.
A aproximação entre ciência e cultura se faz presente também, em saltos entre Johannes Kepler, William Shakespeare e Pitágoras. O uso recorrentes de poemas na explicação científica traz uma visão diferenciada sobre pontos do tempo, de William Blake a Pablo Neruda, em uma dinâmica que deveria ser adotada incessantemente, a da ciência como cultura e da cultura como ciência.

Marcelo Ferreira Rosa Filho - Direito Noturno

O todo e suas partes

Ao abordar a reflexão acerca dos limites da visão mecanicista na análise e resolução das situações por nós enfrentadas, "O ponto de mutação" nos leva a questionar quais foram os frutos provenientes de tal visão e a forma pela qual esta continua a nos influenciar em nossa forma de analisar o mundo a nossa volta.
Embora nos tenha sido útil na produção de grande parte do conhecimento sobre o qual nos apoiamos atualmente, tal visão demonstra-se limitada no que diz respeito à formulação de respostas aos desafios contemporâneos. Poder-se-ia considerá-la responsável pela crise de percepção tanto abordada no filme. Tal crise caracteriza-se pelo foco na análise das partes em detrimento do todo, causando o alienamento do homem perante a conexão entre as partes responsáveis pela construção de uma realidade muito maior, na qual encontramo-nos inseridos. A solução de tal crise se manisfestaria na resolução de inúmeros problemas que se apresentam nas mais variadas formas, desde casos relacionados à saude a casos referentes à economia, política, etc.
Portanto, uma vez conscientes de tal crise, somos capazes de adotar uma nova perspectiva que corresponda aos anseios de um mundo que se apresenta cada vez mais dependente do bom funcionamento das partes que o compõem. Logo, nota-se a relação de interdependência existente entre estas partes, e finalmente, nos apercebemos de que parte e todo não são objetos isolados, mas interrelacionados, componentes de uma realação mutualística essencial para o bom funcionamento da realidade da qual somos parte.

“Dominar é Poder”?


                     É impossível analisar a humanidade sem esbarrar na tecnologia e na mecanização.  Afinal, o homem adotou um método de entendimento do mundo que vê esse de forma análoga a uma máquina, e concentra-se em descobrir o funcionamento dessa, prezando por controlar e não compreender especificamente. Porém, esse modelo pode não ser o ideal para daqui em diante e a humanidade tenha que encontrar seu ponto de mutação.
                Historicamente, diversos métodos pregam teorias de entendimento de mundo baseadas na mecanização e especialização excessiva. Desde Descartes, passando por muitos outros, o mundo é visto como um conjunto de engrenagens, e os homens destinam-se a realizar estudos que permitam controlar essas engrenagens, mesmo que isoladamente. Bacon dizia que “saber é poder”, contudo o que se vive na pratica é um “dominar é poder”, pois nem sempre o conhecimento que permite controlar permite entender. São esses os pontos colocados em xeque no filme “Ponto de Mutação” baseado em obra homônima de Fritjof Capra.
                A obra leva a uma reflexão sobre o modelo que a humanidade escolheu como o ideal para atingir seus objetivos. Pode-se concluir que certamente o futuro não é um dos maiores  objetos de atenção dessa metodologia, principalmente no que tange a sustentabilidade. Afinal, destinam-se muitos esforços a um projeto mundial em que desenvolvimento e crescimento financeiro são sinônimos e pouco se faz pelo real desenvolvimento, aquele que vê o homem como um ser único, que deve ser protegido e beneficiado de forma igualitária. Cotidianamente, o homem deixa de ser visto como um ser social e torna-se uma engrenagem, que tal como as outras deve ser dominada.
                Certamente, esse mecanicismo não supre as necessidades dos seres sociais como um conjunto, somente atende a uma pequena parcela altamente ligada ao capital financeiro. Como sugere Capra, é necessário ver um mundo como um sistema, em que tudo está ligado. Não adianta somente dominar, é preciso entender para evoluir de forma coerente e estável. O homem precisa se aliar o meio, deixando de agir de forma exclusivamente dominadora,  para a partir disso criar um modelo de caráter ecológico construtor.
                Por fim, como a própria vida mostra através do corpo humano, mutações são necessárias. O modelo mecanicista que permitiu diversos avanços nesses séculos em que imperou não serve as atuais necessidades. Chegou a hora de repensar desejos e conquistas, analisar o passado, mudar o presente e planejar o futuro. Depois de muito fracionar o conhecimento, deve-se realizar conexões que permitem entender os fios dessa teia imensa que liga tudo aquilo que existe, não se pode mais negar a interdependência das coisas. Realmente, é hora de mutação!

Paulo H. R. Oliveira – Direito Diurno

Crise de incertezas


Um novo método para pensar o mundo. Essa é a proposta principal do filme Ponto de Mutação, inspirado na obra de Fritjof Capra. Não apenas um método qualquer e simplório, mas uma inovação, que traga uma ótica diferente do racionalismo, da visão fragmentada e cartesiana de Descartes. E para concretizar isso, a narrativa desenvolve-se por meio de um denso diálogo filosófico entre três personagens, com três distintos pensamentos.
Assim, se a intenção de Capra era provocar uma intensa reflexão no público, ele conseguiu, pelo menos comigo. Será mesmo que existe uma única maneira, correta e eficaz para pensar o mundo e todos os problemas a ele vinculados? Qual é o ideal: o método mecanicista de Descartes, de analisar cada engrenagem para compreender uma máquina maior ou o pensamento de uma das personagens do filme, a cientista Sonia Hoffman, que almejava observar o todo e avaliar como há fortes interligações entre cada uma das partes que o formam.
Não possuo, mesmo depois de muito refletir, uma resolução concreta para essas indagações. Todavia, ao analisar situações polêmicas contemporâneas, como por exemplo a crise econômica europeia, pode-se obter certa clareza acerca das questões levantadas pelo filme. A Europa reflete os efeitos da crise do Subprime (2008) que se iniciou nos EUA. No entanto, as repercussões foram ainda mais intensas no continente europeu e cada país apresentou diferentes respostas para a crise.
Assim, enquanto a Alemanha, aparentemente, demonstra grande estabilidade, Grécia, Espanha e Portugal encontram-se em um quadro caótico de desemprego, inflação e de manifestações populares. Desse modo, diversos economistas, órgãos internacionais, o Conselho Europeu da ONU e a própria União Europeia procuram mecanismos para melhor enfrentar toda essa precariedade. Mas como? Pensar cada Estado separadamente, com sua cultura, sua legislação, seus princípios para tentar solucionar o problema de toda a Europa ou pensar a Europa como um ser único, maior e assim resolver as peculiaridades de cada Estado?
Uma questão que até hoje não foi resolvida, e que os pensamentos de Capra são capazes de acentuar ainda mais nossas dúvidas.
Juliana Galina - Direito diurno

Ponto de ... de que?

"Ponto de mutação". Este é o nome do filme escolhido para nossa aula de sociologia que passou. Escolha, no mínimo, interessante. O filme, fazendo uso do método socrático, aborda diversos temas pertinentes, remetendo a antigos filósofos e inúmeras teorias. No entanto, desde o momento em que o filme estava passando, apenas uma reflexão passava em minha mente, e ela não se referia a nenhum desses temas.
O diálogo contínuo que marca o filme é quase que autoreflexivo. Os personagens mostram um problema, debatem, e concluem. Com isto, faz-se necessário mais acompanhar o raciocínio do que outra coisa.
Foi assim que aquela reflexão surgiu. A história é baseada no livro homônimo, lançado no início da década de 80. Já fazem, portanto, quase 30 anos que o livro foi escrito. Porém, as questões levantadas, suas causas, seus agentes, suas consequencias, suas "soluções", assustadoramente tudo mostra-se extremamente contemporâneo. Como se a obra tivesse sido escrita hoje.
Mas calma, o título do filme não é "ponto de mutação"? Claro que varias interpretações são possíveis, no entanto será que o autor não esperava que os anos em que a obra foi feita fossem fatídicos? Que o escritor vivia anos antecessores a profundas mudanças, mutações? Ou no mínimo, que a década de 80 não fosse o grande momento, mas que pelo menos deveria ser, e que para isto ele escrevia?
Infelizmente, se alguma dessas versões são válidas, a história não foi bem essa. E é essa minha grande inquietação. Como a mais de 30 anos atrás nossos problemas já existiam com tão clara definição. 
Contrariamente ao que o autor possivelmente esperava, dentre todos os temas levantados, o único que de fato nao se concretizou foi o presente no título: o ponto de mutação.

Lucas Carboni Palhares - 1 ano diurno

Além do horizonte

O filme Ponto de Mutação, produzido em 1989, é baseado no livro de mesmo nome do escritor Fritjof Capra. A história narra uma conversa entre três personagens: Thomas Harrimann,  poeta que se mudou para um vilarejo, Jack Edwards, político o qual acaba de perder a eleição para presidente e encontra-se em conflito com suas ideias, e Sonia Hoffmann, física desiludida com os fins –destruição, caos- para os quais sua pesquisa serviu. A ilha em que o trio se encontra, com seu isolamento pelas marés, faz uma analogia à ideia do isolamento do pensamento.
Dentro desse contexto, as personagens discutem sobre as formas de conhecimento, sobre  o comportamento social e sobre uma mudança de perspectiva que se faz necessária em uma sociedade marcada pela busca do desenvolvimento e pelo progresso científico. A exemplo dessa problemática, eles analisam o método de buscar o conhecimento desenvolvido por Descartes, o qual consiste na dúvida e então na fragmentação de um problema, de forma que se possa entender o todo. Em contrapartida, o filme sugere que não devemos olhar as partes separadas, mas juntas e assim, mudar tudo de uma vez, ao mesmo tempo, visto que somos parte de uma grande teia inseparável de relações. Isto posto, a cegueira humana está baseada na falta de abertura para o novo. Logo, é necessária uma nova perspectiva, visão de mundo, com o intuito de encontrarmos diferentes horizontes e escaparmos do conforto dos processos, dos quais muitas vezes não temos a compreensão. Os sistemas existentes no mundo afora visam apenas ao controle das consequências de um determinado problema e não de suas causas, o que leva a uma inversão da realidade.
A questão abordada pelo filme está diretamente relacionada a sociedade atual. Muitas vezes julgamos um fato baseados no senso comum, que é um conhecimento superficial, medido pelas aparências em detrimento do bom senso, um conhecimento profundo e questionador. Não devemos naturalizar o cultural e aceitar tudo o que nos é imposto, mas refletir e tentar mudar aquilo que não nos agrada, buscando novas perspectivas e, consequentemente, um equilíbrio da vida.

Marina Cavalli - direito diurno

Análise de "O Ponto de Mutação"


          De um ponto de vista abrangente, podemos afirmar que "O Ponto de Mutação“, de Fritjof Capra, é uma obra cujo caráter central é o de questionamento crítico acerca  da aplicabilidade dos pensamentos de René Descartes e Francis Bacon no contexto e realidade atuais, colocando em questão se estes podem ser considerados plausíveis ou até mesmo benéficos na época na qual vivemos.
          Tomando por base a exploração exaustiva de recursos naturais e a construção desenfreada de usinas, fábricas e quaisquer outros instrumentos de transformação do ambiente, o autor aponta para o fato de que fora, a partir da defesa Baconiana de um “domínio” da natureza por parte do ser humano (“Saber é poder”), que se instaurou a cultura corrente de que o planeta deve suprir as necessidades do homem de maneira ilimitada.
          Do mesmo modo, atenta-se para a fragmentação da visão do mundo como um todo no momento em que se difundiu a teoria Cartesiana de que, a fim de conhecer melhor o objeto de estudo – seja ele qual for -, faz-se necessária a “repartição” da ideia total até que se tome entendimento sobre cada pequena parte, separadamente.
          É preocupante que se interprete de maneira tão denotativa algo dito há séculos, especialmente quando se pretende aplicar tais ideias na solução da problemática atual, a qual envolve progresso sustentável, melhoramento das relações em sociedade – bem como as internacionais - e política.
           A fim de reverter o quadro formado a partir de tais pensadores, é intrínseca a reformulação do pensamento geral, a exemplo da oposição de Auguste Comte à especialização nas subdivisões do saber, restaurando o ponto de vista de que há forte interrelação entre todos os acontecimentos advindos de quaisquer partes do globo – principalmente no contexto da globalização -, em detrimento da visão fragmentária da realidade, tal como sugerida por Descartes.
          Por fim, partindo do mesmo princípio, o autor faz menção à urgência com a qual devemos rebater o pensamento Baconiano de “dominação” do meio ambiente, priorizando um pensamento racional e prudente que nos faça perceber que a verdadeira sabedoria baseia-se, muito pelo contrário, na ciência de que ele possui suas limitações e merece, acima de tudo, respeito.

- Iara da Silva, Direito noturno

Realidade que choca


  O livro e filme Ponto de Mutação, apesar de serem produções da década de 80 e 90, fazem uma análise sobre os aspectos mais profundamente debatidos e difundidos da atualidade, através da filosofia, sociologia, ciência e um toque poético. A trama com três personagens principais sendo estes uma cientista, um político e um poeta mostra a conexão das visões de mundo e perspectivas das personagens ainda que pertençam a diferentes áreas. Mostrando-nos que não podemos analisar a realidade separadamente pois todas as coisas possuem uma ligação e efeitos umas nas outras.
   Desta forma, a física utiliza da metáfora do relógio do filme para se tratar do mundo, que só funciona bem e por um longo tempo com todas suas partes em bom estado, fazendo uma comparação com os relógios atuais com poucas peças e descartáveis, que seria a nossa visão de mundo na atualidade. Merece destaque também a posição da cientista sobre a sustentabilidade, ponto crucial nos debates ambientais que hoje fomentam os questionamentos sobre a ação destrutiva do homem na natureza pensando nas próximas gerações. Além disso, é discutida a questão da insignificância desse homem diante do universo e do tempo, comparando-o a um grão de areia.
   O poeta, na história, fica responsável por uma visão mais subjetiva da realidade que acerca as personagens, pois a política e ciência são muito lógicas e racionais e esquecendo que a nossa perspectiva de mundo não é tratada de maneira objetiva e afeta nossas ações. O senador, que pretende se recandidatar a presidência dos EUA, mostra seu receio em mudar seu discurso político pois sente-se amarrado às expectativas de seus eleitores. No entanto, a cientista tenta persuadi-lo de que a mudança pode ser boa para ele, pois para estar de acordo com suas convicções ela abandona um programa científico no qual uma tecnologia desenvolvida por ela estaria sendo utilizada para fins militares e não medicinais como ela queria.
Assim, a partir de diferentes posições porém complementares e interligadas, constrói-se a síntese da reflexão da história tratando do homem e sua natureza e como ele se porta diante da natureza. E ao relatar a realidade e a dificuldade de modificá-la de maneira bem direta o filme choca, pois há uma exposição da verdade que não agrada e que muitos preferem ignorar.

Demecanização do pensamento



     “Ponto de Mutação” é um filme que propõe a reflexão sobre as estruturas e problemas vigentes na sociedade contemporânea. Trata-se de um debate entre um político, uma cientista e um poeta, cada qual representando um modo de pensar diferente, que analisa alguns dos métodos propostos por pensadores no passado, que tornaram-se populares nos modelos de organização da sociedade atual.

     Pensadores como Descartes, Bacon e Newton que propunham a fragmentação das coisas para se chegar ao conhecimento verdadeiro são criticados pela cientista fictícia, que afirma ser este um dos grandes problemas a ser enfrentado pela humanidade, uma vez que a partir da fragmentação de cada problema, tornando cada um independente do outro, não é possível enxergar a situação como um todo, logo não é possível resolvê-lo, pois mesmo que um problema por si só seja resolvido, devido à interdependência entre todos eles, essa solução encontrada não seria permanente.

     É fato inegável que os métodos propostos por esses pensadores trouxeram benefícios ao longo do tempo. Afinal, é a partir dos métodos propostos que a busca pelo conhecimento baseia-se desde então, o que possibilitou que grande parte das descobertas científicas fossem feitas, e que a humanidade as utilizasse para assegurar seu domínio sobre a natureza. Contudo, o contexto em que o mundo se encontra atualmente não abre mais espaço para enxergarmos cada problema como sendo individual de cada região ou Estado. Os países estão conectados em todos os setores, logo os problemas do mundo também estão conectados. O que o filme propõe é justamente que a abordagem desses problemas seja diferente, que o todo possa ser visto para que a solução encontrada seja realmente eficaz.

     O modelo mecânico proposto pelos grandes pensadores do passado foram extremamente úteis para alcançar diversos objetivos, porém, esse modelo está esgotado, e é preciso mudanças na forma de pensar da humanidade. Uma desmecanização do pensamento se faz necessária imediatamente, para que o homem reconquiste a si próprio e aos seus iguais.

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O filme “Ponto de Mutação” apresenta o diálogo de três personagens, um poeta, um político e uma cientista. Na trama, são discutidos temas relativos ao poder do conhecimento e à crise de percepção, que pode levar os indíviduos a enxergarem as coisas de maneira equivocada e mau utilizarem os conhecimentos inerentes ou adquiridos.
Através da proposta de discussão de um dos personagens - que afirma que o maior problema do ser humano atualmente é um problema de percepção - são apontados muitos problemas relativos à visão estrita do homem, como por exemplo o esgotamento dos recursos naturais em razão da necessidade “legítima” de evolução humana.
Chamou-me a atenção que muito embora os personagens apresentaram argumentos válidos para defender suas teses, eles próprios não são plenamente adeptos de suas visões, uma vez que embora todos defendam a percepção clara como requisito para uma vida proveitosa, todos demonstraram ao longo do filme ter dificuldades de bem conduzir sua vida pessoal, o que deixa claro que eles mesmos não conseguem aproveitar plenamente a boa bagagem intelectual de que são providos.
Desta maneira, enxergo que a percepção apurada do mundo e a noção de responsabilidade do conhecimento que se produz é essencial para o bom funcionamento da sociedade. No entanto, a dificuldade em assimilar as teorias na vivência prática são inerentes a todos os seres humanos, mesmo os intelectuais. De qualquer maneira, da mesma forma que não é possível agir sem refletir sobre as próprias ações, também não é conveniente apenas pensar o mundo, mas também vivê-lo, pois o conhecimento pode funcionar como as engrenagens de um relógio que fazem-no movimentar-se com exatidão; no entanto, o conhecimento que limita-se à teoria é como um relógio que mantém-se pontual sem ter quem o consulte: funcionará por ninguém.

O "anti narcisismo"



No mito grego, Narciso apreciava-se incondicionalmente. Certo dia admirou-se pela voz de Eco, entretanto quando ela aproximou-se, ele a rejeitou friamente e a ninfa, amargurada, definhou. Analogamente, a sociedade contemporânea é carregada de Narcisos, egoístas e arrogantes cujas ações individualistas acarretam prejuízos não apenas sociais, mas também ferem questões ambientais. Tal alienação, demarcada pelo distanciamento do ideal coletivista é retratada no filme “Ponto de Mutação”, baseado no livro de Fritjof Capra. A obra analisa a atuação do homem frente à realidade e propõe uma nova visão de mundo.

O filme converge com o paradigma holístico: “o estudo do todo”, não mecanicista e sim humanista e natural, em que as relações interdependentes são relevantes. Ademais, critica a ideologia de Descartes e Newton, cujos pensamentos partem do pressuposto que para conhecer o todo é preciso fragmentá-lo. Para Capra, estudar partes para entender o todo, como se fossem engrenagens de uma máquina é algo ultrapassado diante da globalização vigente. Sônia, uma das protagonistas da obra, defende a todo o momento seu pensamento holístico e assevera que problemas sociais como a fome podem ser evitados, neste caso com o auxílio de países desenvolvidos.

 O pensamento mecanicista também se mostra palpável no âmbito politico vigente. Na obra, tal acomodação diante dos problemas humanos é apresentada por “crise de percepção” em que a prevenção é submetida pela intervenção: ou seja, uma atitude alienante que priva a ideia de precaver situações facilmente evitadas.

Durante o filme, três personagens discutem sobre diversos temas, tais como ciência e política. Em meio dessa, observa-se seu objetivo marcante: obter-se uma nova visão do mundo. Essa inovação cabe ao ideal destrutivo e individualista da modernidade. É preciso conscientização diante de nossa interdependência com o próximo, com a natureza e com a ciência cada vez mais “flexível”. Para Cabra, necessitamos de um novo paradigma, uma mudança fundamental em nossas visões e pensamentos. Certamente tal mudança é necessária para uma ligação social diante de enfermos mundiais, afinal, até quando narcisos prejudicarão o ideal do bem comum e nossa compreensão da realidade?

Daniela Nogueira Corbi - Direito Noturno

Somos Todos UM

Qual seria a origem dos problemas estruturais da humanidade? Quem teria culpa pelas vicissitudes da sociedade do século XX? Seriam as questões sociais pertencentes a um conjunto maior que o homem poderia visualizar ou cada qual possuiria sua própria fonte?
É a partir dessas indagações que o enredo do filme “Ponto de Mutação”, baseado no livro homônimo de Fritjof Capra, se desenrola. Três pontos de vista distintos do mundo argumentam sobre as questões sociais sobre o contexto em que elas estão inseridas na sociedade.
      Contrariando antigos paradigmas, demonstra-se por meio de uma discussão bem fundamentada que as questões sociais não devem ser analisadas como partes de um relógio, que quando desmontado e estudado em partes, entende-se o todo. O mundo deve ser visto como um todo, como um modelo sistêmico, onde todos os objetos e organismos se inter-relacionam de alguma forma. Para se resolver as vicissitudes humanas, deve haver uma análise conjunta da sociedade.
        A partir dessa reflexão, critica-se principalmente o paradigma newtoniano-cartesiano. Apesar de ter sido útil por 400 anos, essa análise defensora de uma especificação do mundo se desgastou ao longo dos anos. A partir da instauração da Física Moderna, essa visão limitada do mundo se tornou ultrapassada e suas limitações ficaram visíveis.
        Assim, é necessário um novo método, uma visão mecanicista de mundo que consiga sustentar a sobrevivência da humanidade e ultrapassar as presentes problemáticas sociais.

Fernanda dos Santos Nogueira - 1º ANO/NOTURNO

                           Problemática atual
                                              
O filme "Ponto de Mutação" de 1990,trata de expor por meio de três personagens um debate sobre as condições da ciência,política e sociedade daquela época,contudo o debate não é anacrônico.A análise que os personagens fazem sobre os temas é condizente com seu ponto de vista,o político expõe uma visão de mundo pautada nos princípios de Descartes e Bacon o que demonstra a tendência de utilizarmos métodos do passado para obtermos as soluções para os problemas do presente e futuro,mesmo que estes métodos apresentem limitações como diz a cientista.Esta por sua vez apresenta novas formas de buscarmos as soluções,não desconsiderando os antigos intelectuais mas utilizando-os como fonte para que possamos aprimorar nossa sociedade,ciência e política.O poeta mantém-se em uma relação de afinidade com ideias tanto da cientista como do político,sendo um meio termo entre os dois.

O filme trata de uma problemática que se mantém atual,pois quando vemos a utilização da natureza pelo homem,é claramente a ideia de Bacon de "dominar" a natureza para nosso usufruto.Contudo o homem vem falhando através deste pensamento,uma vez que os recursos estão sendo demasiadamente utilizados e pouco preservados.As alternativas de solução são descartadas,utilizando como argumento de serem economicamente inviáveis,isto traduz a relação de que o dinheiro vale mais do que a preservação dos recursos para as gerações futuras.

As mudanças em nossa sociedade estão ocorrendo de maneira muito mais rápida do que ocorriam a cinquenta anos atrás,para isso devemos aprimorar e rever nossos conceitos de maneira igualmente rápida para que as mudanças não se tornem problemas futuros.Enquanto permanecermos utilizando estes métodos limitados e em descompasso com as mudanças da sociedade,estaremos sempre a medicar os problemas em vez de preveni-los.

Renan Rosolem Machado , 1º Ano Direito Diurno

Do velho para o novo


O filme “Ponto de mutação” baseado no livro de Fritjof Capra,narra o encontro de três pessoas: um político, um poeta e uma cientista, que em um único dia, discutem sobre filosofia, política, física quântica, entre outros assuntos, cada um possuindo um determinado ponto de vista, dessa forma são apresentados diversas perspectivas a respeito dos temas tratados, levando à alcançar uma nova visão do mundo.
O filme apresenta uma crítica à “visão mecanicista”, introduzida por Newton e Descartes, na qual o universo é uma grande máquina mecânica, tal como um relógio. Defende a ideia de que não se pode olhar separadamente os problemas globais tentando entendê-los e resolvê-los, pois todos os problemas estão interconectados, é preciso mudar a maneira de ver o mundo para poder solucioná-los, passar a ver o todo antes de fracioná-lo, entender sua conexão.
Outra crítica apresentada pelo filme diz respeito ao destino das pesquisas científicas sendo usadas para fins destrutivos, e todas as consequências que elas podem causar, como a bomba de hiroshima, e ao fato dos cientistas não serem responsabilizados por elas.
O nome do filme, consiste na passagem do velho para o novo, dessa forma, o principal ponto de mutação é perceber que a mudança é necessária, o homem precisa entender que suas ações estão conexas com a humanidade e a natureza, e por esse motivo é preciso agir com responsabilidade e consciência.
Leonor Pereira Rabelo - Direito noturno 




MECANIZACÃO SOCIAL


MECANIZACÃO SOCIAL


No filme : Ponto de Mutação , a critica ao espírito puramente cientifico e racional é exposta claramente por meio das discussões entre os três personagens principais. A critica , em sua essência, aborda o tema do cartesianismo de René Descartes e o ideal empírico de Francis Bacon.
   A demasiada força com que essas questões recaíram sobre o mundo moderno e com que ainda hoje reflete nos pensamentos e praticas cientificas é pautada no excessivo apego com que a sociedade vê o mundo. Ou seja, por estarmos imersos em um ambiente predominantemente tecnológico, embasado em ideais científicos e de caráter sistemático e metódico, na maioria das vezes, nos tornamos racionalistas o suficiente a ponto de agirmos e vermos o mundo como maquinas.
   Por sua vez, de fato é isso que o filme faz alusão. Indaga não explicitamente, mas força o espectador a refletir sobre como temos nos comportados durante essas intensas influencias em nossas vidas. Citamos como exemplo, a cena em que os três figurantes estão diante de um relógio mecânico, formalizado durante a idade moderna. Nota-se que durante o discurso de Liv Ullmann , sua personagem, expõe claramente acerca da tendência do ser do século XX de mecanizar o ambiente humano e tudo aquilo com que o homem procura conhecer. Realmente o faz ,contudo, seu principal problema é a maneira e a freqüência com que isso tem sido feito.
  Outro ponto a ser ressaltado e ,talvez o de maior proeminência, é o fato acerca da percepção contemporânea. O filme critica eminentemente a visão cartesiana de que o todo só pode ser compreendido quando o dilaceramos e o tornamos em pequenas partes a fim de conceber uma idéia mais pura de sua essência e ,consequentemente, mais verídica. Todavia, é esse o ponto em que erramos. Não devemos nos ater ao simples mecanismo de analisar o todo pela parte ou a parte pelo todo, mas sim como uma ação recíproca, onde analisar as partes nos concede a possibilidade de compreender melhor a formação de toda estrutura social e analisando o todo, podemos de fato ver o que os pequenos problemas se tornam em seu conjunto. O filme, em si, traz-nos a idéia de uma nova percepção, pois é com ela que conseguiremos consertar as patologias que assolam a sociedade do século vigente.
  Devemos, portanto, não nos atermos sob uma ótica única, mas buscarmos visões distintas acerca do entendimento da matéria para ao mesmo tempo não incorrermos nos erros de uma visão talvez impregnada de preconceitos (no sentido polissêmico da palavra), mas obter percepções que permitam ampliar nossa gama de evidências e nos conceber soluções passiveis de serem aplicadas com o fim único de melhorar a condição humana.
   

Ferimento

Foi bom, ver o filme de uma maneira cansativo e emocional, no que diz respeito o conteúdo e a localização geográfico e histórico.
Quanto as personagem são todos muito dramáticos nos seus discursos no que concerne o debate social, cultural,e o enquadramento das suas visões contemporâneo no mundo político.Na minha percepção as personagem eram todos ao trapassados isto porque ninguém esteve certo nas suas explanação ou nos pensamento a enquadrar na sociedade de hoje. Também, na só, eles não teriam concordado com a visão da cientista quando pocalisa o pensamento de Descarte no mundo atual. Por outro lado tem rasão isto por que esvam distante da realidade e dentro do pensamento platônico que Platão chamou de '' Mundo da caverna" , coitados deles que pensam que a sociedade resolve-se isolando-se dela.
Tipo de pessoa como esses individuo a sociedade não precisa , isto quer dizer que a sociedade è pratico não teórico .
Entretanto os caras são bons mais não servem para viver. Alguem pode perguntar o porque eles não podem viver? Eu responderia que o mundo filosófico atualmente é  muito prático , isto devido os seus pensamentos estavam imbuído numa correte filosófica chamada "Os Epicurista ", onde o mundo ou a sociedade pra eles tinha que viver da taraxia.
E para vocês que viram o filme as personagem servem ?

Mudança de Paradigma

     Segundo o paradigma newtoniano-cartesiano o mar seria analisado parte por parte, de forma fragmentada. A natureza dos grãos de areia em seu leito, as várias espécies de plantas marinhas, a variação da temperatura da água, a anatomia dos peixes; e, por fim, essas várias partes se encaixariam formando o que se conhece hoje por mar.
     Já de acordo com o paradigma holístico o mar seria analisado como um todo. A relação da temperatura da água com a coloração de algumas plantas, a interferência da alimentação de um peixe no processo de sedimentação da areia; constatando-se, com isso, que o mar é constituído por complexas relações interdependentes.
     No filme “Ponto de Mutação” defende-se a análise da sociedade sob a ótica desse segundo paradigma. Torna-se necessário ultrapassar a visão mecanicista e atingir a humanística, pois, assim como o mar, a sociedade também é formada por intrincadas conexões. A importação de borracha nos Estados Unidos afeta o posicionamento político-ambiental do Brasil, por exemplo.
     Portanto, para a vida social melhorar para todos e de forma homogênea é fundamental reconhecer e analisar essas relações interdependentes, uma vez que o estudo fragmentado possibilita o aprimoramento de certo âmbito social em detrimento de outro.

Por novos caminhos

   O filme Ponto de Mutação, estreiado em 1989, aborda uma tematíca compatível com as discussões sociais dos dias atuais. O diálogo travado com os espectadores objetiva, sobretudo, o reconhecimento da sociedade em geral para construção de uma "nova visão do mundo", frente às exigências das questões sociais.
   O pensamento degmático baseado exclusivamente na ciência é avaliado na trama como responsável pelo predomínio da visão unipolar do homem moderno, o qual cultua o posicionamento a respeito dos ideias, dos valores, e das instituições de forma isolada. Assim esse pensamento mecanicista, também pode ser verificado na espinha dorsal do sistema político moderno, que visa atingir resultados a curto prazo e desconexos com os diversos assentos da sociedade.
   O fato é que a desconectividade dos problemas humanos resulta na identificada " crise de percepção", na qual os sistemas não encorajam a prevenção, mas a intervenção. Ou seja, estabelece-se soluções por diversas vezes drásticas, absurdas e até mesmo incompatíveis com os Direitos Humanos para remediar uma situação que poderia ser evitada. Os sistemas públicos de saúde e de educação, o tratamento de dependentes químicos e as mobilizações dos movimentos sociais, por exemplo, passam por essa crise.
   A busca de uma " nova visão do mundo", explorada pelo filme, torna-se cada vez mais atual na modernidade diante da necessidade do homem em superar o pensamento destrutivo, distante do ideal de coletividade. Essa superação, por sua vez, deve ser conduzida a partir da percepção da interdependência homem/natureza da construção de ciência mais abrangente, da responsabilidade da pesquisa científica e da emancipação do conhecimento crítico.

Crise existencial e mudança de paradigma


        Baseado no livro de mesmo nome, de Fritjof Capra, o filme “Ponto de Mutação", de Bernt Capra, lançado no início dos anos 1990, em uma época conturbada, principalmente em razão da queda do muro de Berlim e da dissolução da URSS, tem como objetivo principal apresentar as ideias reducionista, que estaria desgastada nos dias atuais, e sistêmica, na qual haveria, diferentemente da primeira, uma inter-relação muito íntima entre pessoas, objetos e natureza, abrangendo de forma ampla todos os elementos citados.
         O filme atinge seu ápice quando a cientista Sonia Hoffman tenta, com todos os argumentos possíveis, con
vencer o candidato à presidência norte-americana, Jack Edwards, que o método proposto por Descartes e Bacon, mecanicista e “masculino”, está ultrapassado e que é preciso urgentemente uma quebra nesse paradigma. Para isso, seria necessário uma visão mais feminina, menos específica e rígida, que tivesse maior preocupação com as futuras gerações. Uma sociedade sustentável, portanto, questão que está em pauta até hoje.
         Ainda nessa abordagem, a cientista passa a utilizar diversos exemplos para tentar explicar sua tese, desde a teoria subatômica, que seria baseada em relações entre as partículas da matéria, passando pelo olhar de Bacon acerca da natureza como se fosse um obstáculo ao desenvolvimento do homem, alcançando até a própria política, que seria o exemplo mais claro dessa visão desatualizada e individualista de mundo.
         Embora já se tenham passado mais de 20 anos desde seu lançamento, pode-se dizer que esse filme continua muito atual, visto que assuntos como o desenvolvimento sustentável, discutido na Rio+20 em 2012, são amplamente discutidos e estudados intensamente até os dias atuais.


             Rodrigo Nadais Jurela - 1o ano Direito Noturno

O todo pela parte, uma mente por todas.


 Vê-se no filme “Ponto de Mutação”, baseado na obra de mesmo título de Fritjof Capra, uma análise crítica do modo de percepção ultimamente utilizado para o entendimento e posterior resolução dos problemas vigentes.
O filme faz-se em torno de um longo diálogo entre um político, um poeta e uma cientista, diálogo este em que discutem o modo como são vistos os problemas e o quão precipitadas são as soluções devido ao jeito que as problemáticas são encaradas.
A cientista pronuncia-se com maior frequência que o político e o poeta que acabam sendo ouvintes e, vez ou outra, questionadores das assertivas da mulher. Esta, por sua vez, questiona de forma veemente a eficácia da visão intensamente fragmentada, afirmando que para a verdadeira resolução dos problemas vigentes faz-se necessária uma análise holística das coisas.
Ao afirmar a inutilidade da total fragmentação do pensamento, nota-se a crítica ao método cartesiano, entretanto a cientista não despreza em totalidade a ideologia de René Descartes, muito pelo contrário, afinal não há discordância quanto à necessidade da análise racional das coisas.
Todavia, por meio de exemplos práticos, a mulher explicita que os problemas como a subnutrição ou o desmatamento da Floresta Amazônica só não são resolutos devido ao jeito com que são encarados, percebe-se a defesa da política da prevenção por parte da cientista.
Nota-se a introdução do pensamento ecologista e, acima de tudo, a ideia de que o homem faz parte de uma sociedade e a sociedade, por si só, é a união dos homens sendo necessário que a análise dos problemas e suas posteriores soluções sejam realizadas com base em um pensamento holístico, que busque ser abrangente e encare o todo e não só uma pequena parte deste.

Lucas Oliveira Faria - Direito Noturno

"Nenhum homem é uma ilha"

O filme "O Ponto de Mutação", baseado no livro de Fritjof Capra, é uma constante discussão que tem como base o conhecimento, no qual as três personagens se conhecem por acaso, e a partir de então passam a refletir sobre questões existenciais durante todo o dia.
A discussão se inicia pela influência da invenção do relógio sobre a visão de mundo, e depois surgem análises segundo Descartes e Bacon, por exemplo.Analisando o diálogo do filme, nota-se que as três perspectivas apresentadas pelas personagens possuem completa lógica, sem, contudo, serem auto-suficientes.Dessa forma, cabe dizer que nenhuma visão apresentada é errada, da mesma forma que cabe dizer que elas não são fortes o bastante para se basear um argumento,ou seja, é necessária uma junção de opiniões e análise do espírito da época para se avaliar qual o melhor modo de ver o mundo  a partir do iluminismo o mundo tornou-se mecanicista, todavia Sonia, uma das personagens, argumenta que essa forma de percepção da humanidade é um tanto retrógrada, segundo essa personagem a humanidade é um sistema e portanto deve ser julgada e analisada como um todo, e não ter suas "peças"(como as de um relógio) separadas para serem analisadas.
Considerando a realidade como um todo, ou seja, como um sistema integrado, é possível entender a causa dos problemas(já que são todos interligados) e lidar de forma mais eficaz em suas soluções.É questionado no filme, por exemplo, porque se gasta tanto dinheiro na medicina avançada, desenvolvendo, inclusive, órgãos artificiais, sendo que seria muito mais barato e saudável a implantação de um modo de vida mais saudável.Toda essa análise nos faz refletir sobre todos os aspectos da nossa sociedade, já que a maioria dos problemas que nos afligem (sejam eles sociais, ambientais, de saúde pública, etc) tem como solução mais prática e barata, a prevenção.
O filme também nos permite concluir que a melhor solução apresentada, a prevenção, muitas vezes não é aplicada devido ao nosso modo de vida capitalista, no qual muitas vezes o governo se submete a vontade de grandes produtores e gasta verba pública para a remediação de problemas que ele mesmo autorizou a criação(por exemplo gastar com o reflorestamento e educação ambiental sendo que "permite", ou faz "vista grossa"  ao desmatamento desenfreado).
Assim, a mensagem mais marcante do filme é que a visão de mundo mecanicista e fragmentada é incapaz de trazer melhorias à sociedade; para uma mudança considerável é necessária uma mudança radical nos valores   defendidos pela nossa sociedade individualista, materialista e de exploração ao meio ambiente. É necessária uma mudança que traga à sociedade o espírito de fraternidade e consciência social, tanto entre os seres humanos, quanto em relação à natureza, já que somente assim nossa realidade funcionará como o sistema interligado que é.Dessa forma, vale citar um trecho do poeta inglês John Donne : "Nenhum homem é uma ilha isolada;cada um é uma partícula do continente, uma parte da terra."

Carolinne Leme de Castilho - 1º ano Direito Noturno

Conexões do Século XXI

     O filme "O Ponto de Mutação", baseado na obra de mesmo nome do autor Fritjof Capra, faz uma dura crítica ao método científico cartesiano. Segundo Capra "Precisamos, pois, de um novo paradigma - uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos''. Ou seja, o método analítico de Descartes que consiste em dividir o todo em partes, e estudar estas como se fossem engrenagens separadas de uma máquina, é uma ideia mecanicista ultrapassada para o nosso mundo globalizado e interligado.

     Há três personagens principais no filme: um escritor pouco reconhecido, um político que concorreu à presidência do EUA e uma física chamada Sonia que tenta a todo momento defender seu ponto de vista. Em um castelo medieval, ponto turístico da França, a física discorre sobre como devemos entender o mundo holisticamente, de maneira sistêmica em que tudo está associado. Ela ainda aborda assuntos de ordem política, econômica e tecnológica, tão importantes no nosso cenário atual.

     A partir disso, Sonia problematiza questões socias como a subnutrição no Terceiro Mundo, que poderia ser minimizada de forma efetiva pelos países desenvolvidos. Ela também argumenta sobre questões ambientais como o desmatamento da  floresta Amazônica, que aumenta o efeito estufa e o aquecimento global. E finalmente, ela debate sobre os desafios na área da saúde, como as mudanças de hábito alimentar de modo a evitar ataques cardíacos pelo consumo excessivo de carne vermelha e sua superprodução.

     Esses problemas que foram expostas anteriormente são exemplos das conexões abordadas ao longo do filme. Ademais, apesar da especialização de Descartes ser favorável a um conhecimento mais aprofundado nas diversar áreas, esta é ao mesmo tempo ruim, pois não permite uma interpretação mais geral do mundo, que o filme tanto defende. Por isso, a fim de que haja uma ligação entre as pessoas sobre os problemas mundiais, é necessário um trabalho árduo e coletivo para uma mudança total das ideias e convicções dos indivíduos para uma melhor comprensão da realidade. 

Elisa Kimie Miyashiro - Direito Noturno
Texto referente ao filme "O Ponto de Mutação"

"O homem é um ser social"

 A abordagem do Filme " O Ponto de Mutação" trata-se  dos recursos a serem utilizados para a resolução das mazelas atuais, sendo que entre elas está a degradação do meio ambiente, a escassez energética, o interesse desenfreado do capitalismo, o crescimento acelerado da população, o aumento do número de armas e o desemprego. Nessa, as reflexões do político, do poeta e da cientista conceitualizam ser vital uma nova corrente de pensamento que contrapõe ao racíocinio sistemático cartesiano.
      
 Assim é apresentado uma doutrina que prioriza a interdisciplinaridade das áreas do conhecimento e que conduz a uma harmonia do Universo, ou seja , possibilitar uma conexão abrangente entre a Terra e os céus e o homem. Já por conseguinte essa diverge da compreensão individualista de analisar o mundo, defendida por Francis Bacon e René Descartes em seus estudos mecanicistas que promoveram avanços tecnocientíficos mas que na contemporaneidade é considerado obsoleto. E além desses conferirem uma especificação de uma assunto que proporciona uma percepção alienada da realidade, pois não ocorre a análise do "todo" mas apenas de uma "parte" do organismo.
       
O dialógo dos personagens, coordenador do Filme, explora a evolução do pensamento humano e expõe uma nova ideia da vida que permite a interpretação da interdependência e  da multifuncionalidade da natureza. Com isso, a obra de Fritjof Capra tende a conduzir novas correntes, como a ecológica e a holística, para a ótica do homem. Portanto, sem que esse fique restristo a uma visão pratiarcal ou reducionista, como exemplo a citação de Thomas Jefferson dita do no filme " É tolo uma sociedade apegar-se a velhas ideias em novos tempos, como é tolo um homem tentar vestir suas roupas de criança "

Concluindo com a máxima de Karl Marx " O homem é um ser social", que não consegue viver isoladamente mas que precisa da convivência com seus semelhantes para sobreviver.


Júlia Xavier Rosa da Silva- Direito Diurno.

Devolução da espécie


O filme ‘’Ponto de Mutação’’ nos remete a uma reflexão sobre as bases da existência humana, através da relação entre os nossos pensamentos e nossas ações, apresentado por três visões distintas: a de uma física, a de um poeta e a de um politico. Dessa forma, nos é apresentado às questões através de um prisma em que é possível ter visões distintas dos casos discutidos, onde também, a visão de um personagem acaba por complementar e enriquecer a de outro, nos demonstrando que todo o conhecimento humano está interligado.
Através desse mundo ’’conectado’’, é feita uma analogia, com o mundo sendo comparado a um grande relógio antigo, onde cada peça é essencial para o perfeito funcionamento do mundo, e que os pequenos relógios modernos fazem a perfeita alusão de como a sociedade se transformou e tornou suas peças tão praticas e tão pouco preocupadas com o todo, repassando a ideia de que a vida e o mundo não podem ser tratados como algo descartável.
Diante disso, a principal questão discutida no filme é até que ponto o avanço do conhecimento cientifico é benéfico para a humanidade, e o limite em que chegamos, onde tal avanço começou a se tornar perigoso, uma vez que as pessoas estão mais preocupadas em remediar do que em prevenir, e é essa a ideia que é apresentada como culpada pela destruição do meio ambiente, e consequentemente, com a degradação, e também, devolução do próprio ser humano. 

                                                                                                   Felipe A. Rotolo           1º ano - Direito

Mudança de Perspectiva

Baseado na obra de Fritjof Capra, Ponto de Mutação, o filme de mesmo título tem como tema central as tendências de forças sociais, econômicas e políticas e como estas devem convergir a um só ponto. No filme, sugere-se que tal ponto de mutação consiste na passagem do velho para o novo.
No entanto, para que as forças supracitadas atinjam o ponto de mutação de maneira eficaz, a humanidade precisa mudar sua percepção, de modo que se passe a conceber a interrelação de todas as coisas. Neste ponto o autor faz uma crítica fundamental à mentalidade analítica e fragmentadora da ciência normal, em especial às ciências que tomam o método analítico da física clássia de Newton, bem como a visão cartesiana multifacetada de Descartes.
No filme fica explícita a ideia de que essa visão newtoniana-cartesiana fragmentada - no filme metaforizada pela árvore e seus componentes: raízes, folhas e frutos, os quais antes de serem parte são o todo - fazem com que a humanidade tenha um visão egoísta, querendo a todo momento suprir suas necessidades próprias, sem pensar no todo.
Por fim, Capra deixa claro que a sobrevivência humana é ameaçada por ações humanas baseadas em uma visão mecanicista e fragmentada do mundo, destacando a relação homem-natureza. Para se esquivar dessa ameaça, é preciso se desprender de valores até então adquiridos e renascer para uma vida mais humana e fraterna entre os próprios seres humanos e entre estes e a natureza, pois afinal, todos estão interrelacionados.


Ana Carolina Nunes Trofino - Primeiro ano Direito Noturno

A plasticidade dos juízos de valor


Um poeta, um político e uma cientista: essas são as coordenadas do filme Ponto de Mutação, filme que aborda, sob os diferentes ângulos das personagens, questionamentos do ser humano ao longo do progresso técnico-científico da humanidade. No decorrer do filme ,percebe-se nitidamente, sobre as questões analisadas, a focalização humana do poeta, a  visão pragmática do político(então derrotado na última eleição) e a frustração da cientista com a aplicabilidade da ciência contemporânea. Assim, o que unirá essas três personagens aparentemente tão distintas é a inerente e persistente questão sobre existência humana.  Dentre as diversos assuntos abordados, destaca-se a crítica da cientista Sonia a despeito da visão cartesiana, segundo a qual fragmenta-se a realidade para se obter o verdadeiro conhecimento. Segundo a cientista, essa visão reducionista da sociedade, tornou-a mecanicista,contudo ressalta que apesar desta visão ter sido fundamental para o progresso da ciência em todos os seus âmbitos ,não deve ser  considerada uma verdade atemporal,devendo ser superada a medida que a complexidade do organismo social aumenta. Defende ainda, que os problemas globais devem ser encarados como fatores interligados e não isolados. Como exemplo, ela lembra do desmatamento da Amazônia, que, se por uma lado, produz soja e carne,por outro, produz problemas de saúde e agrava o efeito estufa. Uma boa metáfora que bem sintetiza o pensamento de Sonia e que é, em última instância,a tese defendida pelo filme em si é –lembro aqui da aula do Tio B-: o que une as raízes,os frutos, as folhas de uma árvore é o fato de que todos esses elementos antes de serem raízes,frutos ou folhas são árvore. A conclusão é que tal pensamento fragmentado fez com que a sociedade pensasse apenas em suprir seus desejos imediatistas, despreocupando-se com as consequências para as gerações  futuras. Assim, nesse tortuoso caminho que a ciência percorreu,recorro ao meu último post, que aborda a questão da parciabilidade da ciência, isto é, sua não neutralidade, já que, enquanto o  progresso da ciência deveria estar ao  alcance de todos,o que se percebe é que  torna-se ,na maioria das vezes, acessível apenas para uma minoria. Nesse ponto, este artigo “conversa “com o filme, quando Sonia cita sua pesquisa,  a qual foi articulada indesejavelmente para fins militares. Esse filme vai no cerne dos problemas atuais,pois trata também o  paradigma  dos limites da ética. Quantos não são os médicos, cientistas, políticos ou escritores que, para fazerem parte do “sistema” têm de se submeter , muitas vezes, a situações das quais não gostariam?. Enfim, a densidade do  filme é tamanha que seria REDUCIONISMO fazer aqui apenas uma conclusão, portanto, acredito que cabe a cada um de nós refletirmos sobre nossas atitudes e juízos de valor  que temos carregado em sociedade,para que não se torne futuramente um fardo pesado demais não só para nós,mas para o futuro da humanidade também, pois como já dito por John Donne:”   Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo”.

Pretensões humanas

       A essência moral do filme " Ponto de Mutação" é abordar a temática da construção da visão de mundo por distintas maneiras. O poeta revela um pensamento mais aberto, flexível a mudanças e a novas ideias. O político se mostra mais conservador e técnico, preso aos interesses profissionais. A cientista apresenta um olhar mais profundo e conjuntural, que entrelaça todos os objetos aos fatos.
       Ao percorrer da história, é possível entender que a transformação do mundo depende da percepção que o homem faz da trajetória evolutória da humanidade, e da sua disposição em contribuir para a efetividade da mudança global. Os métodos científicos da chamada "Ciência Moderna" se mostram eficazes para o entendimento da natureza, durante a época que foram idealizados. Na atual globalização do século XXI, é preciso reivindicar a metodologia utilizada com conceitos que sejam compatíveis com a era vivida.
       O estudo da vida deve ser direcionado à interdependência dos seres e da matéria, à conexão que se estabelece entre as obras da natureza. Assim como a melodia de uma música é a união dos sons entre as notas, nada é tão exclusivo que viva independente dos outros. Contudo, deve- se atentar à realidade de cada um, às qualidades e fraquezas do ser humano, aceitando as condições que o mundo oferecer.
      Logo, o homem deve entender que não se evolui no planeta, mas se evolui com o planeta. A mudança de atitude se realiza pelo aceitar, adaptar e entender da natureza. As ações humanas refletem a sua relação com o mundo ao redor, e as suas pretensões com o futuro.

A interdependência das coisas

O filme “Ponto de Mutação”, baseado no livro de mesmo nome do autor Fritjof Capra, traz uma nova visão de mundo, multifacetada, com novas perspectivas sobre os diversos aspectos desta. Os três personagens centrais do filme chegam à conclusão de que tudo no mundo está relacionado, invocando, para isso, diversos paradigmas. Desta forma, negam a fragmentação do conhecimento, prática muito realizada atualmente e defendida por Francis Bacon em sua obra “Novum Organum”.O título do filme vem da ruptura do passado com o presente, da passagem do velho para o novo. Para isso, é mostrado ao telespectador que a humanidade precisa mudar sua forma de enxergar o mundo, sair do senso comum e mudar aquilo que não a agrada; mudar sua percepção, distorcida, baseada no individualismo e na separatividade entre pessoas, coisas e eventos. Esse individualismo prejudica a sociedade e a torna insuficiente e incapaz de solucionar seus problemas.Contrapondo o pensamento mecanicista emergente do século XX, o filme prega o sistêmico, propondo a ideia de interdependência de tudo: medicina, biologia, economia, politica, psicologia. Capra nega o método científico cartesiano, reducionista, em favor de um novo, holístico, em que tudo é indissociável.

No filme, vemos que cada personagem mostra uma deficiência em sua percepção: a cientista, apesar de esclarecida quanto à necessidade de mudança, acaba deixando de lado seu relacionamento com sua filha para se dedicar aos seus estudos, faltando, assim, um lado social saudável em sua vida; o político não vê a interdependência das coisas com muita clareza e ao longo do filme aprende com a cientista que a mudança depende das ações humanas; o poeta, por sua vez, tem uma percepção muito clara de mundo, estando, porém em conflito consigo mesmo.
Em suma, o que percebemos ao assistir o filme é que o maior inimigo da humanidade é a própria humanidade, pois com seus valores deturpados, esta, materialista e individualista, prejudica a si mesma. Para que haja mudança no mundo, a própria sociedade deve mudar seus métodos, tomando atitudes mais solidárias, tanto entre os indivíduos, quanto ao meio ambiente.

Steffani de Souza - 1º ano Direito noturno

Descartes e o racionalismo


René Descartes é conhecido principalmente por sua obra “O discurso do método”. Propõe inicialmente que para caminharmos em busca do conhecimento devemos duvidar de tudo, analisando tudo de forma racional e nos desvinculando de critérios pré-estabelecidos.
Ele critica a experiência sensorial, afirmando que os princípios lógicos seriam inatos à mente humana, daí o porquê a razão seria a fonte básica do conhecimento. Descartes inicia, então, o chamado racionalismo, um método dedutivo que a partir de conhecimentos inquestionáveis, o individuo estabelece relações com uma proposição  particular para, a partir de raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que foi proposto inicialmente. 

Texto baseado na teoria de René Descartes
Graziela da Silva Rosa (Direito Noturno - Matriculada posteriormente)

As falsas percepções


Bacon, autor de NOVO ORGANUM, é considerado o precursor do método científico moderno.
Ele afirma que a mente humana está repleta de percepções enganosas, que nos fazem ver um mundo distorcido.  Seriam o que ele chama de ídolos, que cercam essas percepções. Os ídolos da tribo são distorções originárias da própria natureza humana, como os sentidos, por exemplo.  Os ídolos da caverna são inspirados na alegoria de Platão, em que Bacon afirma que cada um terá sua visão das sombras por um ângulo diferente. Os do foro são erros encontrados nos discursos das pessoas, nas palavras distorcidas. Os do teatro são os que se configuram nas representações fictícias..
Para superar esses erros é preciso ter uma percepção e conhecimento dos mesmos. Para isso ele propõe o método da indução, pelo qual se pode construir uma ciência capaz de interpretar corretamente a natureza e conseguir os anseios do espírito moderno.

Texto baseado nas teorias de Francis Bacon
Graziela da Silva Rosa (Direito Noturno - matriculada posteriormente)

Para onde vamos?

                      Um poeta , um político e uma cientista .Três personagens que atuam em áreas distintas discutindo acerca dos mesmos temas: ciência , política, filosofia , temas que permeiam a vida cotidiana . Assim transcorre o filme " Ponto de Mutação", baseado no livro de Fritjof Capra , que traz reflexões sobre a ordem do mundo e a forma com que as coisas estão ocorrendo . 
                     Dentro das reflexões e considerações feitas no filme , há forte crítica ao cartesianismo. A cientista argumenta o tempo todo sobre a ineficácia de um método que tem como base de estudo a fragmentação dos temas e o olhar de forma isolada sobre cada assunto . Ela acredita que essa segmentação dificulta a resolução dos problemas, já que tudo está interligado e para entendermos as partes precisamos discutir o todo de maneira integrada . Em meio a essa discussão ela expõe problemas como : meio ambiente, superpopulação , medicina, entre outros .
                    Surge também  a análise de como está sendo a atuação do homem e das instituições , que rumam no sentido não de prevenir o que nos aflige, mas sim no de solucionar e encontrar meios confortáveis para  a desordem causada pela falta de prevenção. O modo como estamos lidando com a realidade e nos portando diante dela é o que no filme é colocado como a "crise de percepção" . Assim , ele termina deixando a proposta de uma nova visão de mundo e nos instigando a pensar sobre nossas ações . Para onde vamos ?

O relógio da vida


“Nenhum homem é ilha. É, sim, parte do continente.”
A cada passo dado em direção ao pleno desenvolvimento  nós nos imaginamos como um todo? Somos um relógio, como bem metaforizou Capra, uma máquina que só funciona se todos os componentes estiverem em bom estado.
É, portanto, necessário haver uma preocupação com as “peças” do relógio. Porém o que se vê são preocupações apenas voltadas ao tratamento das partes defeituosas. E nesse tratamento, é comum tratar as “peças”, que comumente podem ser chamadas de vidas, de maneira descartável. Desse modo  estaremos criando relógios frágeis e alcançaremos apenas o retrocesso da espécie.  
 Deve-se trabalhar a visão de mundo das pessoas, abrir horizontes, para que sejam criticas a ponto de conseguir enxergar o mundo de outra maneira, mais integrada, enxergando-o não apenas sendo uma coisa ou outra. É necessário  ver o todo, e antes de fracioná-lo entender sua conexão, interatividade, integração.  A partir daí haverá uma harmonia entre os componentes, que trabalharão num mesmo ritmo.

Texto Referente ao filme “Ponto de mutação”
Graziela da Silva Rosa ** (Unesp – Direito Noturno)